• Caos sem solução
Dois cidadãos debatem hoje, na tribuna do leitor, nesta página, a impressionante cifra de 200 mil veículos em circulação em uma cidade que tem cerca de 370 mil habitantes. A preocupação deles é a mesma que motivou a manchete de ontem e parte do caderno temático de 1 de agosto, sobre mobilidade. Que planos macro há para o trânsito a médio e longo prazo? A resposta, por ora, é: nenhum
• Demora na licitação
O DAE anunciou em maio do ano passado a obtenção de recursos para realizar análise de potabilidade do futuro manancial de superfície para consumo em Bauru - o Água Parada. Mas o convênio foi assinado somente em maio passado e, apenas ontem, a autarquia anunciou a abertura de licitação. E olha que a modalidade é na forma simplificada, de carta-convite.
• Cidade sem árvores?
Depois do levantamento de casos visíveis de ocupação de espaços públicos por particulares, no trânsito urbano, na semana passada, o JC voltou às ruas para constatar o individualismo presente também na relação do cidadão com a arborização. Árvores são vistas, por alguns, como obstáculos a fachadas comerciais e residenciais. Leia casos de corte sem critério nas páginas 4 e 5.
• Recurso além STF...
Ao comentar sobre a possibilidade de se questionar a decisão judicial que determinou a inconstitucionalidade da criação de corredores comerciais por parte do Poder Legislativo, Marcelo Borges (PSDB) se empolgou em seu discurso na Câmara Municipal, anteontem, e disse que o fato poderia levar a um recurso além do Supremo Tribunal Federal (STF).
• Corte internacional
No plenário, colegas entenderam a força de expressão do tucano, mas não sem antes deixar de brincar com o discurso enfático dele, já que o STF é a última instância em matéria constitucional. As brincadeiras foram de que o parlamentar queria levar a questão dos corredores comerciais para ser apreciada até pelo Tribunal Internacional na Corte de Haia.
• Vai pagar o pato...
Borges afirmou que a proposta de alteração orçamentária aprovada na pauta de segunda-feira tinha verba destinada para o pagamento de empréstimo de R$ 46 milhões feito pela Cohab. Seu colega Moisés Rossi (PPS) observou que a prefeitura só fez a reserva do dinheiro. Mas se a Cohab não honrar sua dívida, a prefeitura é quem vai pagar.
• Leito para dependente
Amarildo de Oliveira (PPS) estava bastante satisfeito no início da semana. É que ele recebeu ofício do Departamento Regional de Saúde (DRS-6) afirmando que está em fase de estudos orçamentários a proposta de implantar leitos para tratamento de dependentes químicos no hospital Manoel de Abreu. Essa é uma das bandeiras de Amarildo.
• Trecho da Comendador
Os vereadores fizeram o que estava posto à mesa, na sessão de anteontem, e aprovaram a regulamentação de setenta endereços de corredores comerciais e de serviços. Era a alternativa à falta de projeto para rever a Lei de Zoneamento pelo Executivo. Mas uma questão, em especial, chamou a atenção. Apenas três quadras da avenida Comendador Martha foram protegidas contra construções verticalizadas.