• Consciência no quintal
A maior parte da cobertura vegetal urbana se encontra nos quintais, de acordo com o geógrafo João Lima, da Unesp de Presidente Prudente. Porém, a falta de legislação municipal para fiscalizar cortes dessas árvores coloca justamente a maior parte verde da cidade em risco. De acordo com a Semma, cabe à Cetesb autorizar esse corte.
• A burocracia perigosa
O proprietário que quiser cortar uma árvore de seu quintal deve ir à Cetesb. O órgão estadual é quem consulta a Semma, que dá seu parecer sobre o pedido. Só então a Cetesb autoriza ou não o corte. Quantos bauruenses conhecem esta regra e quantos recorrem a ela quando desejam fazer corte ou poda?
• Legislação municipal
Por que razão, então, a Prefeitura de Bauru, governada por um ambientalista, não envia para a Câmara projeto de lei disciplinando a questão no âmbito local? A Semma não quer receber a incumbência por saber que, também, não vai conseguir cumpri-la, como ocorre com a demanda de árvores nas ruas? Boa parte das pessoas acredita que por estar em seu quintal essas árvores podem ser cortadas a qualquer momento.
• Situação dos cortes
A Semma informou, ontem, que as cinco árvores localizadas no cruzamento das ruas Antonio Alves e Antonio Garcia, que constavam de matéria das página 4 e 5, foram suprimidas com autorização da pasta. Segundo o setor, duas sibipirunas apresentaram cupim; um ficus estava com broca; um chapéu de sol estava oco e outro enfraqueceu devido às várias podas drásticas que recebeu ao longo dos anos. Podas drásticas. Eias outro problema.
• Multa não intimidou
Com relação aos dois flamboyants da avenida Comendador Martha, o proprietário do imóvel foi multado em R$ 2.500,00 por podar uma árvore imune a corte sem autorização, segundo a Semma. A multa para quem realiza poda ou supressão sem autorização é de R$ 500,00, mas a reincidência eleva o valor. A Semma não informou quantas multas foram aplicadas no primeiro semestre deste ano por estas infrações.
• Na Comendador 1
Por falar na Comendador Martha, o projeto original de regularização dos corredores comerciais trazia que a avenida, em toda sua extensão, no Jardim Estoril - Vilas Serrão e Santista e Jardim Shangrilá - passariam a ser área de comércio. Uma emenda do Executivo, porém, trouxe o lado ímpar dos quarteirões 3, 4 e 5 como exceção. Mas a proposta foi rejeitada pelos vereadores.
• Na Comendador 2
Então veio uma emenda modificativa, proposta pelo vereador José Roberto Segalla (DEM), que visava excluir o lado ímpar dos quarteiros 6 e 7 da mesma avenida da situação de corredor comercial. A proposta também não passou. Então decidiram assinar outra emenda, proibindo nas quadras de 3 a 7 da Comendador edificações superiores a dois pavimentos. Mas no final ficou valendo comércio dos dois lados.
• Nocauteado pela lei
Um problema na documentação barrou a candidatura a deputado federal de Adilson Rodrigues, o popular boxeador “Maguila” (PTN). Ele não anexou certidões criminais, por isso o registro foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O partido entrou com recurso.