Duas mulheres foram presas por furto no Centro de Bauru ontem à tarde. Elas foram detidas em flagrante acusadas de furtar duas lojas localizadas na quadra 8 da rua Agenor Meira. Trata-se de uma empresária da cidade, que estava acompanhada de seus dois filhos adolescentes, de 14 e 17 anos, e de uma amiga.
Até o fechamento desta edição, as acusadas ainda estavam sendo ouvidas e os nomes não haviam sido divulgados. Mas o delegado plantonista, Roberto Cabral Medeiros, adiantou que elas assumiram o furto e seriam autuadas em flagrante. Os adolescentes seriam liberados aos familiares mediante anuência do Conselho Tutelar.
Elas são acusadas de ter, com os adolescentes, distraído as funcionárias das lojas para, assim, subtrair os produtos sorrateiramente. No veículo utilizado pelas duas, de propriedade da empresária, um Peugeot 206 Escapade, foram encontradas duas bolsas e três calças produtos de furto.
De acordo com a proprietária do estabelecimento que teve as bolsas furtadas, Leonice Pereira, as mulheres entraram na loja acompanhadas dos dois adolescentes. “Enquanto a loira (a empresária) me distraiu perguntando sobre cartões de Área Azul, as duas de rosa (a amiga e adolescente de 17 anos) devem ter aproveitado para pegar as bolsas”, imagina Leonice.
A comerciante disse que não percebeu a ação das suspeitas, mas logo notou que duas bolsas tinham sumido das prateleiras. “Assim que vi os espaços sem as bolsas, corri para olhar o carro das mulheres. Eu tinha visto qual era o carro quando elas estacionaram e sabia que elas tinham pego as bolsas porque tinham sido as últimas a entrar na loja”, conta.
Leonice foi até o carro e conseguiu identificar as bolsas furtadas no banco de trás do veículo. Com certeza de que os produtos haviam sido subtraídos pelas duas, a proprietária da loja acionou a polícia, que compareceu ao endereço. Como as duas mulheres não estavam no carro, a equipe da Polícia Militar (PM) que atendeu ao chamado instruiu Leonice a ligar novamente quando elas retornassem.
Assim que as mulheres retornaram para o carro, acompanhadas dos adolescentes, a comerciante ligou para a polícia. Então, a PM conseguiu abordar a dupla para averiguar o que estava acontecendo.
Calças
Quando os policiais estavam ao lado do Peugeot 206 Escapade da dupla, a gerente de outra loja informou que também havia sido lesionada. Letícia Aparecida Gilio, responsável por um comércio de calças na mesma quadra do primeiro estabelecimento furtado, revelou que notou uma movimentação estranha por parte das mulheres.
“Quando a loja estava vazia, elas entraram, perguntaram o preço de uma calça e saíram. Depois de um tempo, com a loja mais cheia, uma delas foi conversar com a vendedora enquanto a outra e os adolescentes ficaram do outro lado da loja”, detalhou Letícia.
A gerente revelou que o comportamento chamou sua atenção, o que a incentivou a conferir as peças de roupa. “Fui até o mostrador e vi que tinha três cabides sobrando, sem calças. Depois, chequei o estoque e vi que realmente faltavam três calças”, afirmou.
Flagrante
Ao inspecionar o veículo das duas mulheres, a PM encontrou duas bolsas e uma calça. As representantes das lojas lesionadas reconheceram os produtos e as acusadas não apresentaram nota fiscal da compra. Além dessas peças, outras duas calças foram encontradas em posse do adolescente filho da empresária, que havia se evadido do local.
Ao serem questionadas pelos policiais, as mulheres não souberam precisar a procedência dos itens e foram encaminhadas ao Plantão Policial para prestar depoimento.
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“Foi um momento de bobeira”
Enquanto aguardava para ser ouvida no Plantão Policial, a empresária conversou rapidamente com a reportagem do JC e definiu o caso como um deslize. “Foi um momento de bobeira, não sei porque fiz isso. Eu não preciso desse tipo de coisa, tenho uma empresa e poderia comprar as bolsas”, comentou sem informar seu nome, mas garantiu não possuir passagem na polícia.
Ela admitiu que retirou as duas bolsas da loja sem pagar, mas negou que tenha furtado as três calças. “Tenho muitas roupas no meu carro porque sempre estou viajando. Eles (policiais) estão perguntando sobre todas as peças, mas fiz isso apenas com as bolsas”, disse.
Ela negou a participação dos filhos. Sobre o motivo para o furto, ela disse que está traumatizada com o falecimento de seu marido, há cerca de três anos.