11 de julho de 2026
Economia & Negócios

China assusta e Bolsa amplia realização de lucros com desvalorização de 2,13%


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Junto com as bolsas europeias e norte-americanas, o Ibovespa sucumbiu ontem a novos dados da economia chinesa que mostraram desaceleração de seu crescimento e reacenderam temores sobre a recuperação econômica global. Em meio à batelada de números divulgados pelo governo chinês anteontem à noite, os investidores titubearam diante da desaceleração do crescimento da produção industrial, das vendas do varejo e dos investimentos em ativos fixos no país asiático. As quedas dos índices acionários na Europa, EUA e Brasil superaram 2%.

Aos dados desanimadores da China , os investidores somaram ainda preocupações com o ritmo modesto da recuperação norte-americana, ressaltado ontem pelo Federal Reserve (banco central norte-americano), e a informação divulgada ontem pelo banco central do Reino Unido de que a economia do país deve se expandir em um ritmo menor do que o previsto inicialmente. O resultado foi uma fuga das bolsas para ativos considerados mais seguros, como os Treasuries.

Em meio a um movimento mais forte de realização de lucros do que o visto nos dias anteriores, sobretudo concentrado em ações ligadas a commodities, entre elas, Vale, Petrobras e de siderúrgicas, a Bovespa fechou em queda de 2,13%, aos 65.790,29 pontos, a menor pontuação desde 22 de julho. Em campo negativo do início ao fim da sessão, a bolsa brasileira registrou a mínima aos 65.690,39 pontos, em baixa de 2,28%, e a máxima aos 67.216,74 pontos, com perda de 0,01%. No mês, acumula recuo de 2,55% e no ano, de 4,08%.

O movimento de vendas aqui, porém, foi menos intenso do que em Nova York, diz Fausto Gouveia, economista chefe da Legan Asset, uma vez que a bolsa brasileira cedeu menos. “A safra doméstica de balanços, com bons resultados, a diminuição do ritmo de alta dos juros e a inflação menor formam um ambiente interno que dá algum suporte ao Ibovespa”, explicou.

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RENDA FIXA

Bovespa: queda de 2,13%

Volume: R$ 5,30 bilhões

Pela taxa média de 10,68% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,84% e líquido de 0,67%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,54% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,68% e líquida de 0,54%.

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BOLSA DE SP

Ouro/grama: 72,50

Variação: alta de 0,42%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou a quarta-feira com uma desvalorização de 2,13%, aos 65.790,29 pontos e com um volume financeiro de R$ 5,30 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones caiu 2,49% e o índice Nasdaq sofreu uma baixa de 3,01%.

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OURO

Ouro/grama: 72,50

Variação: alta de 0,42%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro fechou o dia de ontem negociado a R$ 72,50, com uma valorização de 0,42% em comparação com o fechamento de anteontem.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de NY, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,198,22, apresentando queda de 0,44% às 17h55 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,770

Variação: alta de 0,63%

O dólar comercial fechou a quarta-feira com uma alta de 0,63%, valendo R$ 1,769 na compra e R$ 1,770 na venda. O dólar paralelo apresentou uma desvalorização de 0,51%, negociado a R$ 1,780 para a compra e a R$ 1,940 para a venda. O dólar turismo avançou 1,95%, cotado a R$ 1,817 na compra e a R$ 1,883 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em setembro fecharam a R$ 1,783,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 1,19%. O Índice Bovespa Futuro caiu 2,48% aos 65.770, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,79% e 11,58%, respectivamente.