09 de julho de 2026
Internacional

EUA querem adiar saída do Afeganistão

Folhapress
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Nova York - Líderes militares dos EUA exercem pressão para desacelerar a retirada das tropas americanas do Afeganistão - cujo início está previsto para julho de 2011. A informação foi divulgada ontem em reportagem do jornal americano “New York Times”.

De acordo com fontes do governo ouvidas pelo jornal em condição de anonimato, comandantes do Exército argumentam que, apesar de os EUA estarem há nove anos presentes no país, apenas há cerca de um ano a estratégia passou a “dar certo”.

Por isso, de acordo com os chefes militares, seria preciso “aguardar mais um pouco” e refletir mais a respeito de como funcionará a presença dos EUA no país “a longo prazo”. No entanto, lembra o “NYT”, até o momento a Casa Branca confirma que irá seguir o plano de retirada estabelecido. A idéia é dar início à retirada em julho de 2011, mas dar um prazo de cerca de dois anos aos EUA para transferir o controle da segurança ao Afeganistão.

Obama deve fazer uma avaliação formal do progresso no país em dezembro deste ano. Até agora, seu governo não deixou claro qual será a velocidade da redução da presença americana no país. No entanto, segundo fontes da Casa Branca ouvidas pelo jornal, Obama deixou claro que leva o processo “a sério”, e que não se trata de um compromisso “sem fim”.

Durante reunião de governo sobre a estratégia para o Afeganistão e o Paquistão, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, teria dito que “em qualquer lugar do país” deverá ser possível “reconstruir, controlar e transferir” a segurança às forças afegãs em dois anos. No entanto, segundo analistas ouvidos pelo “NYT”, dois anos é pouco tempo para o processo.

Cenário

A atual situação do Afeganistão indica que a estabilidade desejada antes da transição de poder ainda demandará muito esforço.

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Retirada do Iraque também é questionada

Washington - O chefe do Estado-Maior do Iraque, general Babakar Zebari, alertou ontem que a retirada total do Exército americano até o final de 2011 é prematura, porque suas forças não estão em condições de assumir plenamente a segurança do país antes de 2020. “Nesse momento, a retirada se desenvolve muito bem, porque os americanos ainda estão aqui, mas o problema será diferente depois de 2011”, declarou Zebari.

O Exército americano mantém, atualmente, 64 mil soldados no Iraque. Em 31 de agosto, encerra o prazo para reduzir esse número a 50 mil.

Nesta quarta-feira, após uma reunião entre Obama e responsáveis sobre a situação no Iraque, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que os EUA finalizarão sua missão de combate no Iraque “nos prazos previstos, até o fim do mês”.