09 de julho de 2026
Geral

Astróloga védica prega ‘mapa da alma’

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Muitos questionam se existe mesmo pessoas com habilidade para prever o futuro e outros não têm dúvidas. Seria realmente possível saber o que vai acontecer com no futuro através de acontecimentos marcantes ou até mesmo pela data de nascimento relacionada à posição dos astros? A indiana Shakti Chourey, que está em Bauru, praticamente da astrologia milenar védica, afirma que sim. E que é possível trabalhar carmas espirituais, de vidas passadas, e evitar frustrações, seja no campo amoroso, de trabalho ou familiar.

A família de Shakti saiu da índia em 1973 e veio ao Brasil para divulgar o trabalho da mãe, a renomada cantora Meeta Ravindra. A astróloga nasceu na Índia e segue a cultura. Como manda a tradição, Shakti teve seu casamento “arranjado” pela sua avó, que escolheu um noivo da mesma casta (classe social) que ela e é indiano.

“Minha avó fez o contato com a família dele que mora na Índia também, como a minha. E então decidimos ir nos conhecendo. O nosso casamento é arranjado, mas nós temos o livre arbítrio de optar por não nos casar. Mas nós fomos nos comunicando por e-mail e decidimos nos encontrar na Flórida, porque ele tinha acabado de chegar aos Estado Unidos. Depois de 6 meses nos casamos”, contou Shakti.

A astrologia entrou na vida de Shakti através de seu pai, o guru e astrólogo Ravindra Karahe. “Meu pai aprendeu a astrologia e sempre me ensinava um pouco, mas nunca me interessei muito. Uma vez ele previu um acidente de carro comigo, então disse para eu me precaver”, contou.

E Shakti acabou mesmo sofrendo o acidente. “Eu estava levando a minha filha para a escola e, quando parei no semáforo, um caminhão bateu em mim. Se eu não tivesse ouvido o meu pai poderia ter me machucado mais. Foi um acidente grave”, relatou.

Foi a partir desse ocorrido, que a indiana resolveu aprender a astrologia para, segundo ela, ajudar as pessoas. Segundo ela, a astrologia védica ajuda a queimar os carmas das outras encarnações, que causam sofrimentos na vida atual. É também é uma forma de busca espiritual para ajudar a se viver melhor.

O mapa védico utiliza a data de nascimento, a posição do local em que a pessoa nasceu em relação à posição dos astros, cruzando também informações relativas aos signos. “Tudo é combinado e hoje nós usamos um programa de computador para chegar ao resultado. Mas a intuição do astrólogo também é muito importante. Até hoje, todas os mapas que eu fiz estavam corretos em relação à vida das pessoas”, afirma.

O que difere a astrologia védica da tradicional - a astrologia ocidental, que é mais conhecida - é que a ocidental tem como ponto de vista o Sol, que se traduz no eu próprio, o ego. “Os mapas da astrologia ocidental sempre falam de satisfação pessoal, de casa, carro, dinheiro. A védica fala da alma”, explicou Shakti.

Atualmente a astróloga védica, Shakti, Chourey, mora em Washington, nos Estados Unidos. Todos os anos ela vem ao Brasil para visitar os pais que moram na cidade de São Paulo e também faz uma breve parada na casa da amiga e terapêutica Ayurveda, Sílvia Jacob, em Bauru.

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E se aparecer morte no mapa?

E se aparecer no mapa que a pessoa vai morrer? A astróloga revela que não fala sobre o assunto com a pessoa. “Eu só aviso sobre as precauções que pode tomar, se isso for possível, mas nunca falo quando vejo a morte”.

A astróloga, vegetariana e adepta às práticas da Ioga acredita que para se ter uma vida saudável é necessário vivê-la intensamente mas com desapego. Além disso ela ainda completa o pensamento dizendo que a terapia Ayurvédica – prática que ajuda a entender os biotipos e suas necessidades alimentares, associada também ao Ioga e às constantes consultas aos mapas astrais são uma mistura olística que ajuda a equilibrar a vida.

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Melhora

significativa

Seria mesmo possível conseguir a cura para doenças usando a astrologia? Segundo a astróloga Shakti, sim. Ela afirma que as pessoas que já apresentam sintomas da doença ou uma patologia em fase inicial podem ter uma melhora significativa. “No caso de um câncer por exemplo, nós conseguimos uma diminuição desse tumor ou até mesmo descobrimos que, com a retirada de parte do órgão atingido, essa pessoa pode ter uma vida normal”, explica.

Outra questão polêmica. Seria ético prever o futuro das pessoas e deixar que elas modifiquem o seu destino? Shakti responde que o destino somos nós mesmos quem fazemos. “Por exemplo: o mapa astral indica que ali tem um buraco e que, se passar por ali, você vai cair. Se cair e voltar, você vai sofrer. Mas se acreditar que aquilo pode ser mudado - e mudar realmente - vai sofrer bem menos”.

Casos amorosos também fazem parte do ranking de questionamentos recebidos por Shakti. “Quando eu vejo o mapa, eu falo tudo, inclusive se a pessoa vai encontrar o seu amado”.

Porém, Shakti diz que não consegue prever o próprio futuro. “Eu não consigo porque eu me conheço muito e fico muito direcionada na hora de compreender o mapa”, afirmou.