Marília – Na madrugada de ontem, o prédio de 1.500 m² onde funcionava o Galpão Móveis, na rua Paraná, região central de Marília (100 quilômetros de Bauru), ficou completamente destruído após ser atingido por um incêndio. O trabalho de combate às chamas, feito pelo Corpo de Bombeiros, durou mais de cinco horas e consumiu milhares de litros de água. As primeiras suspeitas são de que o incêndio tenha sido criminoso.
O fogo começou por volta das 4h10 e, rapidamente, a corporação foi acionada. Quando o Corpo de Bombeiros iniciava o combate ao incêndio, parte do imóvel desmoronou. “Foi tudo muito rápido. Cinco minutos após a nossa chegada, houve o desabamento, mas ninguém se feriu”, conta a tenente Andreza Facchini Moreira.
No total, 15 homens e cinco viaturas foram deslocados para atender a ocorrência, que consumiu mais de 80 mil litros de água. Apesar do esforço, as chamas destruíram tudo o que havia no interior do prédio: guarda-roupas, camas, colchões, cômodas, estantes, racks, jogos de sofás, cozinhas e até um Fiat Uno zero quilômetro, que seria sorteado para clientes.
Os prejuízos causados pelo incêndio podem chegar a R$ 300 mil. Até o final da tarde, a rua onde está localizada a loja estava interditada ao trânsito. Ainda não se sabe o que teria provocado o início das chamas, mas uma testemunha afirmou ter visto uma moto, com dois ocupantes, deixando o estacionamento do Galpão Móveis, o que reforça a suspeita de crime.
Segundo o gerente do estabelecimento, Alexandre Ribeiro de Oliveira, toda a fiação do prédio foi substituída há pouco tempo. Para ele, a hipótese de curto circuito pode ser descartada pela polícia. “Não acredito que tenha havido problemas com a rede elétrica, trocada a pouco tempo”, afirmou.
O gerente falou ainda sobre o difícil momento e o futuro da empresa, que possui 50 funcionários. Apesar do sentimento de tristeza, ele acredita numa rápida reestruturação. “Devemos voltar a ativa em um novo local em aproximadamente 10 dias”, declara.
O caso está sendo investigado pelo 3º Distrito Policial (DP), que vai aguardar a conclusão do laudo da perícia, previsto para 30 dias, para se manifestar sobre o caso. Se identificados os autores do crime, eles podem ser condenados a pena de até seis anos de prisão em regime fechado.