11 de julho de 2026
Regional

Escola de Guaiçara suspende aulas até terça por causa do excesso de pombos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Guaiçara – Até a próxima terça-feira, os alunos dos ensinos Fundamental e Médio que estudam nos períodos da manhã e da tarde na Escola Estadual Antônio Francisco dos Santos Júnior, em Guaiçara (110 quilômetros de Bauru), terão que ficar fora das salas de aula em razão da presença de pombos no local, que estariam transmitindo aos estudantes uma espécie de “piolho” causador de reações alérgicas.

A decisão de suspender as aulas foi tomada pela Diretoria de Ensino de Lins após alguns alunos reclamarem de coceira pelo corpo. Desde quarta-feira, os estudantes estão sem aula para que o local possa ser dedetizado.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado da Educação informou que, no mês de julho, três prédios da unidade escolar (o administrativo e dois anexos exclusivos para salas de aulas) passaram por processo de higienização do forro.

Em agosto, ainda segundo a secretaria, sob orientação da Vigilância Sanitária, a escola contratou empresa para fazer a dedetização na unidade. “O procedimento terá sua última etapa concluída na última quinta-feira, em algumas salas da escola”, afirma.

A assessoria de imprensa informa que os alunos dos períodos matutino e vespertino devem retornar às salas de aula somente na quarta-feira e que haverá reposição de todo o conteúdo perdido. As aulas dos alunos que cursam o ensino médio no período noturno não serão interrompidas, segundo a secretaria, porque suas salas já foram higienizadas.

A prefeitura de Guaiçara informou por meio de sua assessoria de imprensa que, assim que soube do problema na escola, encaminhou uma unidade da Vigilância Sanitária municipal ao local para que fossem adotadas as devidas providências.

Além de reações alérgicas na pele, com aparecimento de marcas semelhantes a picadas de insetos, o piolho de pombo pode provocar doenças pulmonares. Como a matança do animal é proibida por uma Lei Federal de 1998, a solução para mantê-lo afastado de ambientes urbanos é reduzir a oferta de comida e abrigo.