Bogotá - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ofereceu ontem uma recompensa de 500 milhões de pesos colombianos (pouco menos de R$ 490 mil) por informações que levem aos responsáveis pelo atentado com carro-bomba em frente à Rádio Caracol, na capital Bogotá. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, que deixou 36 feridos e danificou mais de 400 casas.
O atentado, realizado às 5h30 na quinta-feira (7h30 em Brasília), com um veículo que continha 50 quilos de explosivos, provocou grandes danos materiais em vários edifícios da região, onde há muitos imóveis e escritórios.
A explosão, não provocou uma tragédia maior por que havia poucas pessoas na rua e os escritórios ainda estavam fechados, comoveu a capital colombiana
O presidente afirmou que o atentado teve um efeito contraproducente, já que teria unido o país contra a ameaça do terrorismo, afirma o jornal colombiano “El Espectador”. “Se trata de um cão moribundo que busca restabelcer o terror na Colômbia”, disse Santos, antes de oferecer a recompensa.
As autoridades reforçaram a vigilância nas sedes de vários órgãos de comunicação em Bogotá, depois do atentado, informou o comandante da polícia colombiana. Na capital colombiana, é possível ver o aumento dos efetivos policiais em frente a radioemissoras, canais de televisão, jornais e outros meios de comunicação.
Policiais foram retirados
O ministro de Defesa da Colômbia, Rodrigo Rivera, anunciou ontem que abriu uma investigação para descobrir o motivo dos agentes da polícia destacados para proteger o edifício da rádio Caracol terem sido retirados há três semanas.
Segundo o jornal colombiano “El Espectador”, a denúncia foi feita pelo diretor de notícias da rádio, Dario Arismendí.
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Santos põe freio a diálogo com Farc
Bogotá - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, desautorizou ontem gestões internas ou externas para buscar diálogo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Disse que essa é uma prerrogativa exclusiva de seu governo. “Está absolutamente desautorizada toda gestão paralela”, disse Santos. “Muitos quiseram insinuar que podem fazer uma gestão aqui ou fora. Obrigado, mas não. Nem no exterior nem aqui na Colômbia”, continuou.