07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Só uma parte do esgoto

A presidência do Departamento de Água e Esgoto (DAE) assinou ontem contrato de um trecho de 8 quilômetros de interceptores de esgoto ao longo da avenida Nuno de Assis, ao custo de R$ 19 milhões. No ano passado, a autarquia anunciou a divisão da obra em dois trechos a serem licitados, argumentando que não contava com domínio de engenharia e de instalação própria.

• Como fica a outra parte

O bauruense ainda terá de esperar para saber o que vai acontecer com os outros 7 quilômetros de interceptores. O presidente do DAE, Rafael Ribeiro, afirma que o segundo trecho está sob revisão. O principal objetivo é checar se há erro na planilha de valores e se o próprio DAE é quem terá de assumir pelo menos uma parte da instalação.

• Opção será pelo melhor

O prefeito Rodrigo Agostinho, que participou da solenidade de assinatura, minimizou os atrasos na contratação dos serviços. Para ele, uma obra como essa deve ser avaliada em todos os aspectos. “Nós temos uma licitação em que a única empresa interessada disse que o valor do contrato não é satisfatório. E o DAE está reavaliando e vai apontar o que é melhor”, argumentou.

• Corredor com ouvido

Falando em DAE, Rafael Ribeiro garantiu ontem que não procede a informação de que o curso do integrante da área administrativa em Brasília (DF) custou próximo de R$ 8 mil. Ele confirmou que Gianina Savi realizou o curso, mas disse que a despesa é bem menor, sem precisar o valor. Na visão do presidente, a diretora está cortando privilégios e ajustando condutas internas, o que tem gerado reações corporativas negativas entre servidores.

• Comparação ruim

O presidente do DAE não apresentou muitos elementos para comentar o release distribuído à imprensa anteontem, pelo próprio DAE, onde a autarquia apontava que ocupa lugar à frente de outras cidades no ranking de serviços realizados na área de saneamento. Mogi das Cruzes, cuja empresa da mesma área está na 42ª posição, conta com menos da metade dos funcionários do DAE. São 330 lá contra quase 700 aqui. E Mogi consumiu menos recursos para atuar em 2009, sendo R$ 59 milhões de receitas contra R$ 65 milhões do DAE em Bauru.

• Compro todas as árvores

Rodrigo Agostinho não gostou de ter sido lhe perguntado por qual razão a administração comprou uma parte da gleba da Floresta Urbana, próxima da Unesp, que está localizada mais ao canto do que no coração da mata. Ele divergiu, garantiu que os 60 mil metros quadrados próximos do Jardim Colonial são de mata nativa densa e adiantou que vai comprar outra parte da área. “Mas eu não tenho recurso agora. Se eu tivesse orçamento, compraria toda árvore em pé em Bauru, mas não há recurso. Vou fazer o parque lá, eu garanto”, disse o prefeito.

• Roteiro dos escolares

Vai ficar para o ano que vem a otimização do serviço do transporte de alunos do município. É que a Secretaria Municipal de Educação ainda não abriu a licitação para contratar a empresa que ficará responsável para definir o melhor trajeto operacional de ida e volta dos 4.900 alunos de suas casas à escola. A titular da pasta, Vera Caserio, acredita que a licitação será aberta até o fim deste ano, já que a tomada de preços já foi feita.