09 de julho de 2026
Regional

Médicos residentes vão parar hoje em Botucatu

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - Os médicos residentes da Faculdade de Medicina da Unesp (FMB) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) decidiram fazer hoje uma paralisação. A categoria reivindica aumento de 38,7% na bolsa mensal, benefícios como 13º pagamento, auxílio-moradia e ampliação da licença-maternidade de quatro meses para seis entre outras reivindicações. Em Botucatu são 327 médicos residentes.

A presidente da Associação dos Médicos Residentes de Botucatu, Priscila Medeiros, informou ontem à noite que a manifestação será, a partir das 10h, em frente ao Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas (HC). Os manifestantes vão permanecer durante o dia de hoje em frente ao PS.

Também está prevista caminhada com faixas em volta do câmpus da Unesp. Entre 17h e 18h será realizada assembleia em local ainda a ser definido para deliberar se os médicos residentes de Botucatu vão aderir à greve nacional a partir de amanhã.

Priscila declarou que os serviços de urgência e emergência serão mantidos, assim como o acompanhamento aos doentes.

O protesto dos residentes se iniciou na terça-feira em todo o País. Eles alegam que a bolsa está congelada desde 2007 e reivindicam aumento de 38,7% , que, atualmente, é de R$ 1.916,45. Os ministérios da Saúde e da Educação propõem um reajuste menor, de 20%.

A assessoria de imprensa da Unesp emitiu nota confirmando que para hoje está confirmada a paralisação dos médicos residentes que cursam especialização na FMB e realizam treinamento em serviço no HC.

Segundo a Unesp de Botucatu, se for deliberado pelo fim temporário das atividades, há o compromisso de serem mantidos os serviços de urgência e emergência do HC e a paralisação será feita de forma gradativa.

A jornada de trabalho dos médicos residentes tem carga de 60 horas semanais, mais um plantão. No caso específico dos 327 residentes que atuam no HC de Botucatu, nos 36 programas oferecidos pela FMB, é repassado pela Reitoria da Universidade auxílio-moradia no valor de R$ 397,02, além da bolsa mensal de R$ 1.916,45 (84% pagos pela Secretaria de Estado da Saúde e 16% custeados pela Unesp).

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou um parecer em que afirma que o movimento é “justo” e “ético”, desde que não sejam interrompidos os atendimentos de emergência.