09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador: Pescando chimborés


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O consolo de um velho pirangueiro, já meio afastado dessa deliciosa prática, é viver recordando belos momentos vividos no passado. Coisas corriqueiras, simples, hoje são relembradas como extraordinárias, pois, pelo dinamismo da vida, jamais se repetirão.

Cito, por exemplo, dentre tantas outras, as deliciosas pescarias praticadas sob a antiga e já demolida ponte da Cia. Paulista, em Ayrosa Galvão, quando o rio Tietê ainda não era represado. Ao redor de alguns pilares formavam-se pequenas ilhas, que nós às acessávamos descendo por uma escada de cordas, grossas, com degraus de madeira.

Junto com os saudosos amigos Elói e Jaime, funcionários do DAE, ali passávamos o dia, pescando nas águas cristalinas do belo rio. Pegávamos miuçalhas de peixes, espécies quase todas conhecidas por quem pescava (e ainda pesca) no Tietê.

Destaco, porém, a preferência que tínhamos por determinada “ilha”, pois era o lugar mais piscoso. Onde se nos oferecia oportunidade de fisgar muitos chimborés, iscando milho verde cozido e com o uso de muita quirera de milho.

Não eram tão “populares” como as piavas, ferreirinhas, mandis, etc., e ainda raros os graúdos. Carne com muitas espinhas, que a desvalorizava para o consumo. Mas, gosto é gosto e não se discute, por isso, e por ser um peixinho manhoso para ser fisgado, nada nos alegrava tanto, eu o digo por mim, quando puxávamos um exemplar de majestoso prateado para fora da água.

Adalto D. Giafferi Prado é pescador e contador de histórias.