11 de julho de 2026
Internacional

Agora, governo limita censura de imagens a dois jornais na Venezuela


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Caracas - O juiz venezuelano William Páez recuou na decisão que proibia a publicação de imagens violentas nos jornais da Venezuela durante um mês e decidiu que a medida será válida apenas para imagens, e não textos, e apenas para dois jornais: “El Nacional” e “Tal Cual”, críticos do governo de Hugo Chávez.

O consultor jurídico da Defensoria do Povo, Larry Davoe, afirmou em entrevista à estatal Venezolana de Televisión (VTV) que o juiz considerou não haver motivo para suspeitar que os outros jornais seguirão o exemplo de “El Nacional” e do “Tal Cual” - que causaram polêmica ao publicar uma foto do necrotério da capital com mais de um cadáver por maca e corpos no chão.

A medida, contudo, parece ser reação a grande condenação internacional à censura, incluindo as críticas dos relatores para a Liberdade de Expressão da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Na terça-feira passada, o 12.º Tribunal de Caracas decretou que os dois jornais estavam proibidos de “publicar imagens, informações e publicidade, de qualquer tipo, com violência, armas, mensagens de terror e agressões físicas, ou qualquer informação sobre conteúdos de guerra e mensagens passíveis de alterar o bem-estar psicológico de crianças e adolescentes”. Horas depois, a medida foi ampliada a todos os jornais do país.

Os diretores do “El Nacional” e do “Tal Cual” afirmaram que a foto dos corpos foi publicada para denunciar a escalada da violência no país.