09 de julho de 2026
Polícia

Força Tática treina uso de arma química


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Em condições climáticas desfavoráveis - ar seco e calor -, cerca de 60 policiais militares que integram a Força Tática do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPMI), responsável por dar apoio em ocorrências de grande vulto, como rebeliões, grandes manifestações, bandidos armados, entre outros, em Bauru e mais 18 municípios da região, treinaram ontem o uso de armas químicas, que são as bombas lacrimogênica e explosivas.

O treinamento visa reciclar os conhecimentos dos policiais para, caso haja necessidade, utilizem as armas químicas de maneira a surtir o efeito esperado, como a dispersão de multidões, com o menor risco à saúde dos envolvidos. A ação foi numa área de uma empresa às margens da rodovia Bauru-Marília e envolveu policiais do 1.º e 2.º Pelotões da Força Tática, do Canil e da Rondas Ostensivas com Apoio de Motociclista (Rocam).

De acordo com o tenente Bruno Mandaliti Scarp, comandante do 1.º Pelotão da Força Tática, além do treino técnico específico, que as armas químicas exigem, os policiais fizeram treinamento físico e psicológico. “Para usar uma bomba de gás lacrimogêneo, o policial tem de estar preparado porque ele também sente o efeito do gás”, frisou.

O treinamento envolve desde avaliação da situação, da real necessidade do uso de arma química, do tipo e quantidade necessária assim como usá-las e, ao mesmo tempo, deixar espaço de fuga para a massa a qual se quer dispersar, ressalta Mandaliti. Para situações em que a tropa policial está distante da massa, há um aparelho chamado de fuzil federal que lança a arma química.