Apesar da pesquisa publicada pelo Sebrae-SP apresentar a diminuição na mortalidade das empresas inauguradas nos últimos 12 anos, o gerente regional da entidade em Bauru, Milton Debiasi, afirma que as taxas ainda estão elevadas.
“A gente ainda percebe que o empresário tem uma dificuldade de planejamento. No dia a dia ele enfrenta barreiras para identificar e focar o cliente que precisa para fazer seu negócio prosperar”, avalia Debiasi.
Ele define a falta de análise mercadológica e avaliação financeira como os dois principais causadores da mortalidade das empresas atuais.
“Percebemos que os empresários não realizam um levantamento qualitativo dos clientes, não focam as possibilidades do negócio e o perfil do cliente. Alguns empresários não vão atrás de informações sobre o setor para dominar o assunto, não analisa o concorrente, não traça o perfil do cliente. Isso faz com que ele perca a referência”, destaca.
Segundo sua análise, o mercado atual se caracteriza pela mutação, em que os hábitos dos consumidores, o perfil de consumo e os valores da sociedade mudam constantemente.
“E os empresários devem perceber isso. Antigamente, o empresário gastava mais energia olhando para dentro da empresa e menos para fora, mas hoje tem que ser o contrário”, frisa.
“Entretanto, percebemos que uma parcela deles ainda não entendeu essa necessidade. A percepção da tendência do negócio deve ser diária. É preciso conversar com o cliente no dia a dia para saber o que eles pensam, como agem, como os hábitos de consumo estão efetivamente mudando, se existe mais potencial de mercado ou novos canais de venda”, decreta Debiasi.