São Paulo - Punição a quem transportar criança sem cadeirinha, multa para caminhões que descumprirem a restrição de circular em vias importantes da Capital e cobrança de pedágio no trecho paulista da rodovia Fernão Dias afetarão os deslocamentos dos motoristas a partir da semana que vem.
A principal mudança é a aplicação, a partir do dia 1, quarta-feira, de multa a quem não cumprir as novas regras de transporte de crianças fixadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no País.
Crianças com até 7 anos e meio deverão ser transportadas no banco traseiro com a utilização de dispositivo adequado, que varia de acordo com a faixa etária. O Ministério Público Federal tentou estender a obrigatoriedade a vans, táxis e ônibus, mas a Justiça negou.
Crianças entre 7 anos e meio e 10 anos de idade devem, pelo código de trânsito, ser levadas no banco traseiro, com cinto de segurança.
Não cumprir as normas é infração gravíssima e renderá ao motorista uma multa de R$ 191,54 e sete pontos na carteira de habilitação.
Sem caminhões
A partir do dia 2, quinta-feira, começará a aplicação de multas pela prefeitura a caminhões que circularem fora do horário permitido na marginal Pinheiros (da ponte do Jaguaré à do Morumbi) e nas avenidas Bandeirantes, Roberto Marinho e Afonso D’Escragnole Taunay. A circulação é vetada entre 5h e 21h de segunda a sexta e das 10h às 14h aos sábados - aos domingos, não há restrição. A regra começou a ser testada há um mês. Mas a multa de R$ 85,12 será aplicada apenas a partir de agora.
O prazo dado pela Promotoria à Dersa para regularizar a sinalização na marginal Tietê termina na terça-feira. Havia falta de placas desde a inauguração das novas pistas, no final de março.
Pedágio
A partir da 0h de quarta, começa a operar um novo pedágio na Fernão Dias - a segunda praça no trecho paulista da rodovia que liga São Paulo a Belo Horizonte.
O posto fica em Mairiporã, no km 65,7 (sentido Belo Horizonte) e km 66,7 (sentido São Paulo). A tarifa básica é de R$ 1,10, a mesma cobrada hoje nas praças mineiras.
Será afetado, entre outros, quem mora na região de Atibaia/Bragança Paulista e trabalha todo dia em São Paulo.