10 de julho de 2026
Internacional

Justiça do Irã avalia recursos contra execução de Sakineh


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Teerã - A Chancelaria do Irã confirmou ontem que a pena de execução da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada por adultério e participação na morte do marido, ainda está suspensa e que a Justiça permanece avaliando os recursos apresentados.

A pena de morte por apedrejamento causou polêmica internacional. Posteriormente, o Irã decidiu reverter a pena para a morte por enforcamento.

Após recursos e apelos de líderes mundiais e ONGs de direitos humanos, a Justiça iraniana suspendeu a execução de Sakineh, e passou a avaliar possíveis mudanças quanto à pena de morte para a mulher em questão, sobre o qual ainda não houve um veredito.

“Para as penas muito graves, há um procedimento específico e longo. Este veredito está sendo examinado, e quando a Justiça chegar a uma conclusão final, isto será anunciado”, disse o porta-voz da Chancelaria do Irã, Ramin Mehmanparast.

A audiência da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, que estava prevista para a última quarta-feira (25) foi adiada pela terceira vez consecutiva, afirmou Maria Rohaly, da ONG Mission Free Iran, à rede Fox News. Ela afirmou também que o escritório do advogado de Ashtiani, Houtan Kian, foi revistado, segundo a Fox.

Mãe de dois filhos, Sakineh foi condenada em maio de 2006 a receber 99 chibatadas por ter um “relacionamento ilícito” com um homem acusado de assassinar o marido dela. Sua defesa diz que Sakineh era agredida pelo marido e não vivia como uma mulher casada havia dois anos, quando houve o homicídio.

Mesmo assim, ela foi, paralelamente à primeira ação, julgada e condenada por adultério. Ela chegou a recorrer da sentença, mas um conselho de juízes a ratificou, ainda que em votação apertada - 3 votos a 2.