08 de julho de 2026
Nacional

Parar de fumar é mais difícil para mulher


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Brasília - Ontem foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo,cujo o tema este ano foi a mulher. De acordo com o coordenador do programa de antitabagismo da Secretaria de Saúde do DF, Celso Antônio Rodrigues da Silva, as mulheres, por questões hormonais, tendem a se viciar mais facilmente do que o homem e têm mais dificuldades de parar de fumar.

Além disso, segundo ele, uma mulher que começa a fumar na adolescência, tem 30 vezes mais chance de desenvolver doenças como o câncer até os 30 anos de idade.

“A mulher tem mais dificuldade de parar por causa do vício psicológico, do medo de engordar e do próprio vício da nicotina, que é mais forte nelas. A cada 20 pessoas que procuram um de nossos grupos para se tratar contra o tabagismo, 16 são mulheres”, afirmou.

Para Maria Junqueira, que fumou dos 10 aos 33 anos, a batalha foi árdua e durou cerca de cinco anos. Ela disse que começou a fumar ainda menina, numa época em que tragar era considerado “chique e divertido”. “Eu roubava um cigarro do meu pai, ou fazia um cigarro de palha. No Interior isso era comum. Além do mais, minhas tias fumavam, minha mãe fumava escondido do meu pai e nós fumávamos juntas”.

Ao engravidar, contudo, ela decidiu abandonar o vício pelo bem do bebê. “Eu nunca mais voltei, mas passei cinco anos com vontade. Eu acordava de madrugada querendo fumar, sonhava que estava fumando”, conta ela, que está há 24 anos sem fumar.

Já para a amiga de Maria, Marli Cascão, largar o cigarro foi um pouco mais fácil. Ela disse que teve força de vontade para parar com os dois maços que fumava por semana.

“Eu sempre gostei de andar perfumada, comia comida natural, e um dia resolvi deixar o cigarro porque aquilo estava me incomodando”. Segundo Marli, a tática foi deixar um maço fechado na bolsa e dizer que estava apenas “dando um tempo”, e não que estava parando definitivamente.

A estratégia funcionou e ela está há 18 anos sem fumar. “Se a gente disser que vai parar, aí fica mais difícil, dá mais vontade”, disse.