09 de julho de 2026
Internacional

Brasileiros mortos em chacina são de MG


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Matamoros - Autoridades mexicanas divulgaram na noite de sábado as identidades dos dois brasileiros que estão entre as 72 pessoas assassinadas por narcotraficantes na cidade de San Fernando. Eles são Juliard Aires Fernandes, 20 anos, e Hermínio Cardoso dos Santos, 24 anos, ambos naturais de Minas Gerais.

Depois do contato do Itamaraty com as famílias dos dois jovens, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), se comprometeu, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, a prestar assistência aos familiares das vítimas.

A nota diz que o governo “fará o traslado dos corpos das vítimas a partir do desembarque no Brasil”, além de oferecer “auxílio para os funerais”. De acordo com a Procuradoria do Estado de Tamaulipas, até a noite de ontem, foram identificadas 41 vítimas.

Os mexicanos vivem um período de alto índice de criminalidade. Grandes grupos de traficantes dividem o controle do território. Além do confronto entre eles mesmos, esses grupos realizam sequestros e assassinatos, atemorizando a população do país. O governo do presidente Felipe Calderón conta com a ajuda dos EUA na tentativa de controlar a criminalidade.

No final de semana, o Estado de Tamaulipas viveu uma acentuada escalada de violência. O caso mais grave é o da cidade de Reynosa, onde estão concentrados os trabalhos de investigação da chacina ocorrida em San Fernando e de perícia dos 72 mortos.

No sábado, enquanto os diplomatas de Brasil, El Salvador, Equador, Guatemala e Honduras auxiliavam na identificação das vítimas, Reynosa registrou três explosões de granadas no espaço de uma hora e meia. Cerca de 20 pessoas ficaram feridas, ao todo, algumas com risco de morte. Ninguém foi preso.

Em sua conta no Twitter, o governo alertou para a “situação de risco’’ no Estado, mas informou que iria reforçar as operações policiais na região e recomendou aos motoristas que dirijam “com cuidado’’.

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Imigração

São Paulo - As cidades de Santa Efigênia de Minas e Sardoá, onde moravam os brasileiros mortos no México, são vizinhas também de Gonzaga, terra do eletricista mineiro Jean Charles de Menezes, que acabou morto em 2005 no metrô de Londres pela polícia britânica ao ser confundido com um terrorista.

Os moradores de Sardoá e Santa Efigênia de Minas contam que como não há muitas alternativas de trabalho na região, o plano de migrar para os Estados Unidos acaba se tornando muito comum.

“As pessoas acabam seguindo o caminho dos parentes que já estão por lá’’, diz o desempregado Moacir Costa, 33 anos, de Sardoá. No entanto, com a crise econômica mundial de 2008, a quantidade de pessoas que tentam migrar diminuiu, contam os moradores.