09 de julho de 2026
Geral

Judiciário analisa suspender prazos

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 2 min

A greve dos servidores do Poder Judiciário de Bauru superou, segundo o movimento, os 80% de adesão. Mesmo com os cartórios funcionando parcialmente - não há nenhum totalmente parado, juízes discutem a possibilidade de suspender os prazos processuais para não prejudicar o andamento das ações. Decisão sobre a suspensão deve ser anunciada hoje.

De acordo com a representante dos funcionários do Fórum de Bauru, Luciana Dias Duarte Falcão, o movimento grevista ultrapassou os 80% de adesão na cidade, mas a necessidade de suspensão dos prazos ainda não foi declarada. “Hoje (ontem), o Fórum está com mais de 80% de adesão. A suspensão ainda está em estudo dentro do prédio e os juízes devem decidir sobre isso em breve”, afirmou Luciana.

Por sua vez, o juiz diretor do Fórum de Bauru, Mauro Daró, avaliou a paralisação como parcial, sem saber quantificar o percentual que efetivamente não está trabalhando. “Não temos um cartório totalmente paralisado e estamos aguardando uma nova deliberação com os colegas para tratar da suspensão dos prazos. Talvez amanhã teremos uma posição”, informou Daró.

Manifestação

Ontem, os grevistas de Bauru fizeram mais uma manifestação em frente ao Fórum. No início da tarde, os trabalhadores colocaram vendas nos olhos e, logo depois, a retiraram e a queimaram. “Fizemos a queima das vendas que estavam tapando os olhos dos servidores e não os deixavam ver o que acontecia com a reposição salarial deles”, explicou Luciana Dias Duarte Falcão.

Ela destacou ainda que hoje, o movimento vai realizar uma assembleia às 9h para avaliar a negociação que foi realizada ontem no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). “Entretanto, a decisão dos servidores só deve ser na quarta-feira (amanhã), após assembleia que será realizada em São Paulo”, frisou a representante dos trabalhadores do Fórum de Bauru.

Os funcionários do Judiciário reivindicam 20,16% de reajuste referente a perdas salariais dos últimos dois anos. Segundo os grevistas, o PCCS concedido foi insatisfatório. Durante protesto realizado no Fórum de Bauru na última semana, os servidores exibiram holerites de quem trabalhou até dez anos no Porder Judiciário, que recebeu R$ 2,50, entre 10 e 20 anos, R$ 36,81, a acima disso, R$ 167,57.