10 de julho de 2026
Esportes

Noroeste:Bonfim, o zagueiro quase bicentenário

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

O zagueiro Bonfim é um prata da casa e está prestes a atingir uma marca de muito respeito com a camisa do Noroeste. Ele completará 200 partidas com a camisa pelo clube no jogo contra a Penapolense, no dia 11 de setembro. Já atuou 197 vezes pelo time de Vila Pacífico. O também zagueiro Xandú, falecido no último dia 27 de julho, fez 341 partidas pelo Norusca.

Tanto tempo no clube faz de Bonfim um excepcional personagem da história recente do time que completa 100 anos amanhã. O zagueiro integrou o elenco da equipe dona da melhor campanha do Noroeste no Campeonato Paulista. O time de 2006 ficou com o título simbólico de Campeão do Interior ao chegar na quarta colocação com 34 pontos conquistados em 10 vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Também integrou o elenco que disputou e foi vice-campeão da Série A-2, garantindo o retorno à elite do futebol paulista.

Acompanhar um jogador por tanto tempo com a mesma camisa é raro. Bonfim avalia que a decisão de permanecer foi acertada. “Não vou jogar aqui eternamente. Mas tenho certeza de que quando chegar a minha hora de sair do clube, sairei de cabeça erguida porque conquistei muitas coisas boas e aprendi muito neste clube.”

O jogador sente muito orgulho pela marca de 200 partidas. “Fico muito feliz mesmo por estar conseguindo chegar à essa meta. É algo para você se orgulhar e levar para sua vida toda como uma coisa boa que você fez em sua carreira. Sou mais feliz por ser a camisa do Noroeste, um clube com 100 anos e uma história linda no meio do futebol”, define.

O atleta chegou ao Noroeste em novembro de 2003 para integrar os juniores. Bonfim estreou profissionalmente com a camisa alvirrubra em jogo válido pela Copa Federação de 2004, entrando no segundo tempo da partida contra o União São João. Saiu para jogar em 2008 pela Ponte Preta e retornou ao clube de Vila Pacífico.

O jogador explica que já vivenciou grandes momentos no clube, como o acesso em 2005 para a Série A-1 e o título da Copa Paulista, também naquele ano. Cita ainda a campanha de 2006, a classificação para a disputa do título do Interior no ano seguinte e, em 2008, novamente a briga pelo título do Interior. O momento difícil foi o rebaixamento em 2009. A queda para a A-2 mostrou a Bonfim o outro lado do mundo do futebol. Ele conta que tudo que tinha conquistado ficou em xeque. “Desde que estou aqui, foi o pior momento. O clube passou por um momento ruim também. E todos os jogadores sofrem com isso”, salienta.

Bonfim comenta que 100 anos é uma marca difícil de ser alcançada por um clube, o que engrandece ainda mais sua marca pessoal de 200 jogos. “Tenho certeza que o Noroeste vai viver 200, 300, 400 anos. E quem passar aqui irá procurar fazer sua história para ser lembrado”, finaliza.

Um gol de líder

Bonfim acredita que já fez aproximadamente 15 gols jogando pelo Noroeste. Um gol especial foi contra o Ituano, no Paulistão, no dia 5 de fevereiro de 2006. A Maquininha Vermelha brigava com o Palmeiras pela liderança do estadual e perdia por 2 a 1 no Alfredão. Aos 44 minutos da segunda etapa, Bonfim empatou o jogo. O resultado garantiu a primeira colocação ao Alvirrubro. “Foi o gol que eu tenho bastante recordação porque foi um momento bom. O time voltar à Primeira Divisão e estando em primeiro lugar.”