11 de julho de 2026
Regional

Polícia Civil investiga fraudes em autoescolas para tirar CNH em Jaú

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú – A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) investiga ocorrência de fraude no processo de retirada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em autoescolas do município. Em três delas, que também são conhecidas como Centro de Formação de Condutores (CFC), o registro de funcionamento foi bloqueado pela 11ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran). Até que as investigações sejam concluídas, todos os exames teóricos e práticos no município estão suspensos.

O delegado da Ciretran, Nelson Henrique Júnior, confirma a tentativa de fraude e o bloqueio do registro das autoescolas, mas garante que nenhum documento chegou a ser emitido de forma irregular.

Ele ressalta que não pode divulgar detalhes do caso para não atrapalhar as investigações, mas explica que está reunindo provas para tentar identificar e punir todos os responsáveis.

Conforme apurado pelo Jornal da Cidade, a tentativa de fraude teia sido descoberta no último dia 25, durante prova teórica para obtenção de CNH. O suposto aluno teria demonstrado nervosismo após o exame. Ao analisar a prova, o aplicador percebeu que a letra da prova não batia com a letra da inscrição feita pelo aluno junto à Ciretran.

Além da prova teórica, o fraudador teria se passado pelo aluno durante os exames médico e psicotécnico. Nos dois últimos casos, ele apresentava documento com os dados pessoais do interessado na CNH junto com uma foto sua.

A pessoa que forneceu os dados para a obtenção da CNH foi procurada pela polícia e confessou que teria pago o valor de R$ 2,8 mil à autoescola para obter a CNH sem realizar os procedimentos obrigatórios por lei.

Em média, para se tirar de forma legal o documento nas categorias A e B, que permite dirigir carro e motocicleta, o futuro motorista paga às autoescolas pouco mais de R$ 1 mil.

As investigações sobre a suposta fraude estão a cargo da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú. Procurado pelo Jornal da Cidade, o titular da unidade, Edmilson Bataier, informou que só vai se manifestar após a conclusão do inquérito.

Além de terem suas autoescolas fechadas na esfera administrativa, os responsáveis pelo crime podem ser indiciados por falsidade ideológica.