11 de julho de 2026
Nacional

Campanha não pode entrar no ‘vale-tudo’, alerta Marina Silva


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São Paulo - A presidenciável do PV, Marina Silva, afirmou ontem que a eleição está se transformando em um “vale-tudo”, com troca intensa de acusações entre PT e PSDB devido à descoberta da quebra do sigilo fiscal da filha do candidato tucano, José Serra. “Eu vejo que estamos resvalando para um vale-tudo, o que não é bom”, disse Marina Silva em entrevista ao Jornal do SBT.

A candidata referiu-se à quebra de sigilo fiscal de Verônica Serra, cuja autoria foi creditada por Serra e seus aliados ao PT e à candidata Dilma Rousseff, líder nas últimas pesquisas eleitorais, que apontam uma possível vitória no primeiro turno.

“Não podemos combater o erro com o risco de cometer o mesmo erro, que é fazer acusações antes de termos as provas. Os indícios não bastam para que se tenha um julgamento peremptório”, disse a senadora acrescentando que a declaração não significa uma defesa de Dilma.

Perguntada se o PV teria estrutura para ocupar a Presidência da República, a candidata verde foi enfática: “Nenhum partido tem essa estrutura.” “O PT ganhou e é um partido com mais de 1 milhão de filiados e quadros. No entanto, acabou ficando refém do PMDB”, disse.

“E o PSDB ficou durante oito também com o PMDB e os democratas”, afirmou, voltando a declarar que, se eleita, convidaria “os melhores” do PT e do PSDB para se unirem ao seu governo.

Marina ocupa um distante terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e tem feito um apelo aos eleitores para levar a disputa para o “segundo tempo” com duas mulheres.