08 de julho de 2026
Internacional

Golfo tem novo acidente com plataforma

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - Uma plataforma de petróleo e de gás da empresa Mariner Energy pegou fogo na manhã de ontem, no golfo do México - mesma região onde houve, em 20 de abril, a explosão da BP que causou o maior vazamento de óleo da história dos EUA.

Treze funcionários que trabalhavam na plataforma se jogaram ao mar e foram resgatados com vida. Segundo o governador da Louisiana, Bobby Jindal, um deles ficou ferido. A Mariner Energy, no entanto, diz que ninguém se machucou.

Não foi a única contradição entre os relatos oficiais e a posição da empresa.

Um dos principais motivos de controvérsia foi uma mancha de óleo de 1,6 quilômetro por 30 metros que, segundo relato da Guarda Costeira, foi vista perto do local, ao sul da Louisiana.

A Mariner Energy rebateu a acusação, dizendo não haver indícios de vazamento de petróleo da estrutura, que não estava em produção no momento do acidente.

No fim da tarde, a Guarda Costeira voltou atrás e afirmou não ter sido possível confirmar a mancha.

Um novo vazamento complicaria a economia e o ecossistema da região, que ainda deve levar meses - ou anos - para se refazer do desastre da BP, que matou 11 pessoas e restringiu a pesca no golfo do México.

A Mariner Energy também negou que o fogo tenha sido gerado por uma explosão, conforme informara a Guarda Costeira, que enviou sete helicópteros para o local no momento do acidente.

De acordo com a empresa, o fogo começou em um dos sete poços, mas a causa ainda está sob investigação.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse ontem que o governo está preparado para responder a problemas ambientais que possam decorrer do incêndio. “Obviamente, temos uma resposta de emergência pronta caso haja relatos de poluição da água”, disse Gibbs.

O governador da Louisiana disse “estar trabalhando junto com a Guarda Costeira para garantir que a plataforma esteja de fato fechada, sem nada vazando para a água’’.

A plataforma da Mariner Energy já foi palco de pelo menos quatro acidentes desde 2000, segundo o “New York Times”.

A companhia se descreve como uma das “mais importantes exploradoras e produtoras independentes de petróleo e gás’’ do golfo.