11 de julho de 2026
Internacional

Após renúncia de assessor, chanceler britânico, William Hague, nega ser gay


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Londres - O chanceler britânico, William Hague, veio a público ontem desmentir os rumores de que teria um relacionamento homossexual com um assessor, que renunciou na véspera.

“Minha esposa e eu sentimos realmente que já basta da circulação de acusações inverídicas, particularmente pela internet, e em algum momento é preciso se manifestar sobre isso e esclarecer as coisas”, disse Hague em entrevista coletiva ontem, ao lado do ministro alemão de Relações Exteriores.

As especulações sobre a sexualidade do ministro surgiram nos últimos dias, após jornais publicarem fotos dele com seu assessor Christopher Myers, relatando que eles haviam dividido um quarto de hotel durante a campanha para as eleições de maio passado.

Hague rejeitou as acusações de que Myers, de 25 anos, não teria qualificação para ocupar o cargo de assessor especial. “Qualquer sugestão de que sua nomeação se deveu a um relacionamento impróprio entre nós é absolutamente falsa, como é qualquer sugestão de que eu alguma vez me envolvi numa relação com qualquer homem”, disse Hague, de 49 anos.

“Esta especulação parece derivar do fato de que, em campanha antes da eleição, ocasionalmente dividimos quartos conjugados de hotéis. Nenhum de nós teria feito isso se tivéssemos achado que de alguma maneira isso significaria ou implicaria outra coisa.”

Hague, um dos mais graduados membros da coalizão liberal-conservadora do governo britânico, disse que seu trabalho no ministério não foi afetado por causa dos rumores.

A homossexualidade propriamente dita não seria um tema político grave na Grã-Bretanha. O problema são as insinuações sobre a nomeação de um amante ou amigo.

O primeiro-ministro David Cameron deu “cem por cento” de apoio a Hague, mas o diário Guardian relatou que o governo concordou que ele precisava se manifestar para abafar os rumores. Em maio, o ministro do Tesouro, David Laws, renunciou após a revelação de que ele havia apresentado dezenas de milhares de libras em gastos parlamentares com aluguel, que repassava ao seu companheiro.