Primeiro de setembro de 1910. Já se passaram 100 anos de uma história às vezes alegre, às vezes triste, mas a história permanece viva para falarmos do passado do Esporte Clube Noroeste. Revirando meu arquivo particular encontrei um livro, "Bauru Edição Histórica", que poucas instituições têm. Tenho o prazer de ter três exemplares ganhados de amigos, alguns ex-internos que viveram no antigo Asilo Colônia Aimorés. Outros, por saberem da minha paixão pela história, me presentearam com este documento, verdadeiras relíquias históricas da cidade sem limites. Folheando as páginas de um dos livros, já amareladas pelo tempo, uma nota me chamou atenção, datada de 31 de outubro de 1948. A equipe do BAC vencia o nosso querido Noroeste por 2 x 0. Em disputa pelo Campeonato da 2ª Divisão de Profissionais, Série Branca, e com tentos de Frangão e Dondinho.
A equipe que enfrentou e ganhou do Noroeste foi escala com: Dunga, Frangão, Pedrinho I, Waldemar de Brito, Zinho, Ginoe Artaban, e tinha como reservas: Renezinho, Ditinho, Dondinho (pai de Pelé), Dinho e Cita. É a história trazendo à tona algo que ficou no esquecimento. Assim, quero prestar uma simples homenagem ao Esporte Clube Noroeste, lembrando uma página da história dos 100 anos do Norusca.
Jaime Prado - jornalista - do Projeto História e voluntário do Morhan em Bauru