09 de julho de 2026
Polícia

Ladrões de malote atiram em carro

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

“Quando chegar em casa, eu vou chorar muito”. É assim que, indignado e assustado, um funcionário de uma construtora explica o seu sentimento em relação a uma tentativa de roubo, com direito a tiros e perseguição, que ele sofreu na tarde de ontem em Bauru.

O crime ocorreu às 16h50, quando o funcionário, que prefere não se identificar, pagava trabalhadores da empresa. Na ocasião, ele estava com mais de R$ 30 mil em um malote. “Eu tinha feito poucos pagamentos. Saquei mais de R$ 40 mil do banco e fui fazer os pagamentos. Na hora em que fui abordado, havia feito poucos pagamentos. Então, havia bastante dinheiro”, conta.

Ele estava dirigindo seu carro particular junto com outro funcionário da construtora na quadra 3 da rua Henrique Savi quando uma motocicleta Titan vermelha com dois homens apareceu na contramão, em direção ao veículo.

Percebendo a atitude suspeita, ele freou o carro. Foi quando um dos assaltantes sacou um revólver e se preparou para descer da moto. O funcionário então acelerou o carro e passou ao lado dos criminosos, que dispararam três vezes em direção ao veículo.

Um dos tiros atingiu o vidro traseiro e ficou alojado no carro. Nenhum dos ocupantes foi atingido. “Eu acho que um dos tiros passou por dentro do carro. O meu vidro estava aberto, mas eu escutei o barulho da bala passando. Se foi isso mesmo, passou muito perto da minha cabeça”, relembra, assustado.

Em fuga, a vítima atravessou a alameda Octávio Pinheiro Brisolla em velocidade. Ele afirma que a motocicleta o seguiu por mais dois quarteirões antes de desistir do assalto. Depois de conseguir fugir dos assaltantes, as vítimas se dirigiram a uma base da Polícia Militar (PM).

“Eu achava que nunca ia acontecer (assalto) comigo. Os meus diretores mandavam eu abrir conta no banco para realizar o pagamento, mas eu sempre achei que não ia acontecer. Hoje, vi que não é bem assim”, avalia.

Após o ocorrido, ele conta que, ontem mesmo, já pediu a abertura de uma conta bancária para não mais pagar funcionários com dinheiro vivo.

A vítima diz que tem certeza que um dos ladrões é ex-funcionário da empresa e que, por isso, sabia que ela estava com alta quantia em dinheiro para fazer pagamentos.