10 de julho de 2026
Nacional

Câncer tira Quércia da eleição ao Senado

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB), 72 anos, anunciou ontem sua renúncia à candidatura a uma vaga no Senado pelo Estado. Quércia está hospitalizado há quase uma semana para tratar de um câncer na próstata. Presidente do PMDB de São Paulo, Quércia é uma das poucas lideranças da legenda que está com a candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República. O partido apoia oficialmente a petista Dilma Rousseff, tendo seu presidente nacional, o deputado paulista Michel Temer, como candidato a vice na chapa.

“Agora me afasto e me concentro no tratamento médico que me espera, de maneira a estar de volta, recuperado, em breve. E, ao me afastar, peço então apoio ao Aloysio Nunes Ferreira”, disse Quércia em comunicado. Aloysio é aliado na coligação estadual.

O PSDB confirmou que o tempo de televisão de Quércia será usado pelo tucano, que agora terá cerca de 4 minutos de propaganda.

As últimas pesquisas mostraram Quércia numa disputa mais apertada pela segunda vaga paulista ao Senado com Netinho de Paula (PCdoB). Segundo sondagem do Ibope divulgada no fim de semana, apontou Marta Suplicy (PT) com 36% das intenções de voto, seguida por Netinho, com 26%, e Quércia, com 23%, os dois últimos tecnicamente empatados. O senador Romeu Tuma (PTB) somava 13%, contra 12% de Aloysio Nunes.

A assessoria do ex-governador informou que a decisão de renúncia da candidatura foi tomada em família. Exames realizados por ele no Hospital Sírio-Libanês detectaram a volta de um câncer de próstata que Quércia havia tratado há cerca de dez anos.

O PSDB de São Paulo confirmou ontem que um peemedebista será indicado como suplente do tucano Aloysio Nunes Ferreira na campanha ao Senado.

Com a retirada da candidatura de Orestes Quércia, o atual suplente de Aloysio, Sidney Beraldo, ficará apenas com a função de coordenador de campanha. O mais cotado para assumir a suplência é Airton Sandoval (PMDB).

Quércia iniciou sua carreira política no início dos anos 60, quando foi eleito vereador em Campinas. A seguir, foi deputado estadual pelo MDB, prefeito de Campinas e, em 1974, senador, quando, aos 35 anos de idade, foi eleito com 4,5 milhões de votos. Em 1982, foi vice-governador na gestão de Franco Montoro. Quatro depois, assumiu o governo paulista.

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Saúde debilitada

São Paulo - Andreia Quércia, filha do ex-governador Orestes Quércia (PMDB), 72 anos, afirmou ontem que a saúde de seu pai está debilitada por conta do câncer de próstata. Ela, no entanto, disse que não tem informações sobre a possibilidade da doença já ter atingido outros órgãos.

Quércia também já passou pela primeira das quatro sessões de quimioterapia que fará no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele está internado desde o dia 1 de setembro e não há previsão de alta. Ontem, o PMDB formalizou a saída de Quércia da disputa ao Senado. O anúncio foi feito pelo vice-presidente do PMDB paulista, Jorge Caruso, e pelo coordenador de campanha, Marcelo Barbieri.

A cúpula do diretório também iria se reunir ontem com a campanha da campanha de Aloysio Nunes (PSDB) para acertar a indicar suplência na disputa ao Senado.

Anteontem, ficou acertado que o primeiro suplente de Aloysio será Airton Sandoval (PMDB), e não mais Sidney Beraldo (PSDB). Em troca, o ex-chefe da Casa Civil no governo de José Serra passará a ocupar, na propaganda de TV, o tempo das duas vagas ao Senado da chapa.

O advogado de Quércia, Ricardo Porto, lembrou que, por conta da data, ele continuará a aparecer na urna. Mas, os votos dados a ele serão anulados.

Em nota divulgada em seu site, Quércia pede votos para Aloysio. O peemedebista trata “da dificuldade que é comunicar essa decisão” e diz que ela foi tomada em conjunto com a mulher e os filhos.

Quércia avalia como “difícil” a decisão de renunciar, mas afirma entender ser essa opção mais correta.