10 de julho de 2026
Nacional

Assessor de Lula diz que ligação entre PT e envolvidos em quebra de sigilos é ‘tênue’

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, disse ontem que os petistas Gilberto Souza Amarante, servidor da Receita Federal de Formiga (MG), e Antonio Carlos Atella Ferreira, envolvidos com a quebra do sigilo fiscal de tucanos, têm “tênue ligação com o partido.”

“São filiados na base, lá em baixo, que nunca participaram de nenhuma direção e um deles nem lembrava que era filiado (ao PT). Transformar isso em petista, querer contaminar o partido com isso é no mínimo má vontade, má-fé”, disse Carvalho, após assistir ao desfile do Sete de Setembro, em Brasília, ao lado do presidente Lula. Ele defendeu, entretanto, a expulsão dos dois do partido caso seja confirmado que cometeram crime.

Ele disse ainda que é “absolutamente dentro da possibilidade” que “algum católico, algum membro de outro partido ou do PT” cometa algum erro.

A direção do PT havia informado que a filiação de Atella, pivô da quebra de sigilo fiscal de Veronica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, José Serra, não tinha sido efetivada por erro de grafia de seu nome. Porém, documentos de cartórios eleitorais desmentem a versão apresentada pelo partido. Familiares de Atella são militantes históricos do PT. Sua irmã, Neuza Maria Ferreira Jaroletto, é filiada desde 1981 e casada com um dos fundadores do partido em Mauá (SP).

Carvalho também criticou a campanha do adversário José Serra (PSDB) por imputar, sem provas, o mando das violações ao comando da campanha da petista Dilma Rousseff. Atacou também a imprensa por, segundo ele, tratar de maneira “desigual” casos de quebra de sigilo que tiveram como vítimas tucanos e petistas.

Armadilha

O chefe de gabinete qualificou de “armadilha” a tática dos adversários tucanos de explorar eleitoralmente a violação do sigilo, mas apontou que os eleitores não vão cair nela porque têm “juízo e bom-senso.” Ele também disse que Serra e o PSDB cometem “crime” ao atribuir o ato à campanha petista.