09 de julho de 2026
Geral

Nova diretora assume TV Unesp hoje

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

A professora Ana Sílvia Lopes Davi Médola assumirá, na tarde de hoje, a função de diretora pró-tempore (em caráter temporário) da TV Digital da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru. Conforme o JC divulgou com exclusividade, ela substituirá o professor Antonio Carlos de Jesus, afastado de suas funções na última sexta-feira para responder a um processo administrativo disciplinar.

Docente do Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da instituição, Ana Sílvia foi designada a exercer o cargo no último sábado, conforme publicação no Diário Oficial do Estado. Mas somente hoje, em reunião que contará com a presença do reitor Herman Jacobus Cornelis Voorwald e dos membros do Conselho do Centro de Rádio e Televisão Cultural e Educativa da Unesp, a emissora passa a ser efetivamente comandada por ela.

A assessoria de imprensa da Reitoria em São Paulo não confirmou quais assuntos serão discutidos neste primeiro encontro - que será realizado na sala de congregação da Faac - mas a professora destaca que sua primeira preocupação será tomar conhecimento do projeto da TV para, em seguida, iniciar o diagnóstico dos problemas que ela apresenta. “Eu ainda não tenho muitas informações porque essa mudança na diretoria não foi algo planejado. Mas vou verificar qual o andamento das instalações, do que há em infraestrutura, para depois identificar os gargalos que existem nesse processo”, analisa.

Ela também terá de apurar quais são as medidas a serem tomadas para que a emissora possa entrar no ar, de acordo com o que exige a legislação federal. Conforme o JC também divulgou, o pedido de concessão já foi autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda aguarda homologação do Congresso Nacional, o que seria o último trâmite legal para que pudesse começar a operar. Não há prazo, no entanto, para que esta etapa final ocorra.

Mesmo sem previsão para entrar no ar, a emissora já dispõe de aproximadamente 60 funcionários contratados pela Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), a partir de processo seletivo realizado em março do ano passado. “Por enquanto, ainda não temos nenhum panorama dos próximos passos após a posse. Eu cheguei ontem (anteontem) de viagem e ainda estou cumprindo meus compromissos previamente agendados antes de eu ser chamada para assumir a TV”, pondera a professora, que estava em Caxias do Sul (RS), onde participou do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom).

Sobre as denúncias que chegaram ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e ao próprio JC de funcionários insatisfeitos com o clima de tensão e com irregularidades nas dependências do prédio da emissora, Ana Sílvia prefere não polemizar. Ela destaca, apenas, que seu principal objetivo será destinar esforços para colocar a TV no ar o quanto antes.

“Nós vamos conversar com os funcionários. O nosso interesse é colocar a televisão para funcionar, já que é um canal educativo e de muita relevância não só para os alunos de comunicação da universidade, mas para toda a comunidade”, salienta.

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Diretor afastado responde

por quebra de aparelho

O professor Antonio Carlos de Jesus foi afastado do cargo de diretor da TV Digital da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para responder a processo administrativo disciplinar que irá investigar responsabilidades em relação à quebra do aparelho conhecido como Maestro, que custa R$ 260,5 mil e tem a incumbência de ajustar o funcionamento do canal para o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). O problema ocorreu em outubro do ano passado e resultou em uma sindicância.

Depois de uma série de averiguações, a Reitoria acatou a sugestão da comissão formada para avaliar o caso e instaurou um processo administrativo disciplinar que poderá levar até seis meses para ser concluído. Além de Jesus, também foi afastado um funcionário contratado pela Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), cujo nome não foi divulgado. Por conta do clima de tensão, outros que passaram pelo mesmo trâmite para trabalhar na emissora já teriam sido dispensados ou pedido demissão.

Segundo reclamações enviadas ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), eles estariam submetidos a um comando autoritário e a jornadas de trabalho que excedem o determinado em edital, quando da realização de concurso público para suas contratações. Também alegaram ausência de transparência na gestão dos recursos destinados à emissora, bem como falta de manutenção, de materiais básicos e de um plano emergencial contra incêndios no prédio.