A candidata a presidente da República Marina Silva (PV) declarou ontem em São Paulo que quer uma investigação aprofundada e a punição dos envolvidos nos vazamentos dos sigilos fiscais. Para ela, não deu certa a estratégia dos candidatos adversários de transformar a eleição em plebiscito.
Marina falou durante 1h20 no projeto Agenda Brasil, de discussão de temas nacionais com os candidatos à Presidência da República. A sabatina será publicada no próximo dia 19 de setembro na rede de jornais da APJ.
Sobre as eleições e suas possibilidades, disse: “Rompemos o plebiscito, temos três candidaturas a presidente e nesses 30 dias é possível dialogar com o eleitor para que ele possa escolher o candidato. A única pessoa que pode ir ao segundo turno pelas mãos do eleitor sou eu”, afirmou.
Sobre o vazamento do sigilo fiscal, Marina disse que nenhum dos candidatos se beneficia com os recentes acontecimentos de vazamento dos sigilos fiscais. “Não vou fazer acusações sem provas e nem ficar numa postura eleitoreira. Quero que haja investigação, punição e transparência com relação ao que está acontecendo, independentemente de ganhar ou perder voto”.
Ela ressalta, no entanto, que o caso não pode ser banalizado como o Palácio do Planalto vem tentando fazer no episódio. “Os vazamentos de sigilos foram políticos e graves, mas se foi por outro motivo continua gravíssimo por demonstrar o descontrole da Receita Federal,” declarou.
A candidata afirma que apenas pede o cumprimento da lei. “As pessoas têm de ser investigadas pelo Ministério Público, dentro da legalidade. Ninguém pode ficar sendo bisbilhotado”.
Para Marina, o governo federal não tem demonstrado empenho para buscar uma solução para os casos de vazamentos de sigilo fiscal. “O ministro disse que é corriqueiro isso acontecer. Não se tem informação que possa ser resolvido adequadamente,” finalizou.