10 de julho de 2026
Regional

Polícia pede prisão preventiva do pai de santo acusado de estuprar as filhas

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), Simone Alves Firmino, solicitou à Justiça a prisão preventiva do pai de santo acusado de abusar sexualmente de suas duas filhas, de 13 e 19 anos, sob alegação de que agia sob a influência de guia espiritual chamado “Zé Pilintra”. A delegada também pede que ele seja indiciado pelo crime de violação sexual mediante fraude, com condenação que varia de dois a seis anos de prisão.

O acusado, João Floriano de Oliveira, 39 anos, e sua esposa, Sebastiana de Fátima de Oliveira, 54 anos, foram presos temporariamente no último dia 13 de julho após a DDM receber informações de familiares de que o pai de santo estaria abusando sexualmente de duas filhas há cerca de um mês. A mãe das meninas também foi presa por, supostamente, ser conivente com as práticas do marido.

Os abusos ocorriam na residência da família, onde também funciona um centro de umbanda, na rua Dr. Guimarães, Vila Antártica. Na ocasião, a delegada revelou que as denúncias envolvendo João Floriano começaram a ser feitas há cerca de três anos, quando sua filha mais velha tinha 16 anos. Em 2007, foi instaurado inquérito policial para apurar o caso.

“Da primeira vez, ele falou que, caso ela (a filha) não mantivesse relação sexual com ele, iria castigá-la, ela iria ficar aleijada em uma cama, e ela acabou concordando. Foram várias as vezes em que ela manteve relação sexual com o pai”, diz. O inquérito policial foi concluído pela DDM e remetido para o Fórum, mas aguarda julgamento.

A delegada contou ainda que os abusos foram encobertos por Sebastiana que, inclusive, teria fornecido medicamento abortivo à filha quando ela engravidou do pai. A polícia aguarda resultado de exame de DNA para confirmar se João Floriano é pai de um menino de cerca de 1 ano e meio, filho da jovem de 19 anos.

O violação sexual mediante fraude consiste em ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima.