10 de julho de 2026
Geral

Professores estipulam prazo para recebimento dos salários atrasados

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 20 professores do Colégio Anglo Fênix compareceram a uma assembleia na manhã de ontem no Sindicato dos Professores (Sinpro) de Bauru. O objetivo da reunião foi discutir as providências a serem tomadas em relação aos atrasos de pagamento dos professores e as irregularidades no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cometidos pela instituição.

De acordo com o presidente do sindicato, Sebastião Clementino da Silva, o Macalé, o estabelecimento de ensino, comprado no meio do ano passado pela rede Instituto Educacional do Estado de São Paulo (Uniesp), prometeu que regularizaria todas as pendências na última quinta-feira, fato que não foi cumprido.

Segundo ele, decidiu-se na assembleia que os professores irão esperar até as 18h de amanhã para que a direção do colégio cumpra com o prometido. Do contrário, há inclusive o risco de uma paralisação.

“Não queremos greve. Isso é a última coisa que queremos. Porém, se eles não pagarem até segunda-feira, iremos convocar os pais dos alunos e comunicar o que está ocorrendo. Iremos avisar a eles que, caso nada seja regularizado, faremos uma paralisação”, afirma.

Preparado para o fato do colégio não permitir a convocação dos pais, o presidente afirma que, caso isso ocorra, o sindicato irá realizar manifestações em frente ao colégio.

O Sinpro já denunciou as irregularidades ao Ministério do Trabalho e, de acordo com Macalé, o próximo passo é relatar o caso ao Ministério Público. “Independente do que for resolvido agora, estamos protocolando uma denúncia ao Ministério Público justamente para evitar que isso volte a ocorrer”.

Segundo a denúncia, o FGTS não estava sendo recolhido, por isso, ele afirma que enviou uma carta à diretoria da Uniesp em São Paulo solicitando a respectiva regularização para evitar problemas futuros aos professores.

Já em relação ao INSS, Macalé conta que denunciou no último dia 27 de agosto pelo fato do imposto estar sendo recolhido, porém, não ser repassado à Previdência Social, o que se configura como apropriação indébita de dinheiro.

O presidente do sindicato ainda finaliza dizendo que o problema não ocorre somente em Bauru. Assim, no próximo dia 27, haverá uma reunião geral em São Paulo entre todos os sindicatos das cidades onde a Uniesp está instalada e o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp) para discutir os frequentes problemas envolvendo a instituição.