• Agenda Brasil
Com o objetivo de expor com profundidade as ideias dos candidatos e contribuir com o leitor/eleitor em sua tomada de decisão na eleição de outubro próximo, a Associação Paulista de Jornais (APJ), da qual o Jornal da Cidade faz parte, inicia hoje, pela segunda vez consecutiva, o projeto Agenda Brasil, uma série de entrevistas exclusivas com os principais candidatos a presidente da República.
• Sabatina total
Todos eles estão sendo sabatinados, em datas previamente acertadas, na sede da entidade, em São Paulo, durante duas horas com editores e repórteres dos jornais associados. Pelo JC participaram da entrevista, na semana que terminou, João Jabbour e Aurélio Alonso. A APJ congrega 14 jornais regionais do Estado, líderes de circulação e de mercado em diferentes regiões paulistas.
• Serra inquirido
Quem abre a série, hoje, é o candidato a presidente José Serra (PSDB). As entrevistas com as candidatas Marina Silva (PV) e Dilma Rousseff (PT) serão publicadas, respectivamente, nos próximos domingos, dias 19 e 16. Simultaneamente, a APJ também estará realizando a Agenda São Paulo, que entrevista os candidatos ao governo do Estado. A data de publicação da série Agenda São Paulo será divulgada brevemente.
• Plano de governo
As entrevistas com os candidatos a presidente e a governador têm como foco e proposta primordial a investigação sobre os planos de governo e a visão particular dos candidatos sobre os grandes temas da Nação e do Estado. O leitor vai se deparar com com abordagens sobre o que há de mais relevante nos planos de governo, as diferentes visões de governança, bem como o questionamento de como executar as promessas.
• Uma dica política
Ontem, no Fórum de Sustentabilidade da USC (página 3), Kláudio Coffani, um dos debatedores, aproveitou o assunto para dar uma “dica política”, segundo suas palavras. Em relação à política ambiental e à pouca proteção ao cerrado, ele considerou Dilma um “trator” e Serra “um pouco melhor que Dilma” na questão. Coffani é candidato a deputado estadual pelo PDT que, curiosamente, apoia o “trator” Dilma para a Presidência.
• Consciência fraca
No mesmo Fórum, o prefeito Rodrigo Agostinho, palestrante da abertura, na quinta-feira, disse que, infelizmente, muitos bauruenses não gostam de árvores. Muitas pessoas querem parar seus carros ou descansar à sombra, mas poucos querem uma árvore em frente à sua residência. Foi uma espécie de desabafo do prefeito.
• Pouco otimismo
Por sinal, Rodrigo se mostrou um tanto quanto cético em relação à reversão dos danos ambientais que a humanidade está causando ao Planeta Terra. Para ele, não bastam pequenas ações, mas sim uma mudança de comportamento de grande amplitude, pois o tempo que nos resta para salvar “nossa casa” está se esgotando.
• Estupidez x tempo
De fato, entre a estupidez, a tomada de consciência e a ação há uma distância enorme. Somos hoje 6,5 bilhões de pessoas, com tendência a chegarmos a 9,5 bilhões daqui a alguns anos para só depois estabilizarmos o crescimento. De fato, pela forma como agimos, é de se duvidar que possamos evitar mais mudanças ambientais do que as que já estão ocorrendo.