09 de julho de 2026
Regional

Infestação de inseto deu origem a templo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A capela de Santa Cruz dos Gafanhotos nasceu de uma promessa feita por Régeo Scatulin, na época proprietário de uma fazenda onde hoje está instalada a segunda versão do templo religioso, bairro rural de mesmo nome, porém conhecido apenas por Gafanhoto.

Célio Aparecido Gaparelo é um dos moradores do bairro, e juntamente com os demais, cuida do templo e o mantém pronto para acolher os fiéis quando acontece a missa. A história da fundação da capela está na “ponta da língua” dele.

“No começo do século passado houve uma infestação de gafanhotos. Os insetos atacavam as lavouras de café e as pastagens. Poderiam dar grandes prejuízos. Desesperado, o Scatulin prometeu doar parte de suas terras para a construção de uma capela.”

Os gafanhotos foram embora e a lavoura de café foi salva. O fazendeiro doou a terra e lá foi erguida a primeira capela de Santa Cruz dos Gafanhotos. “Era pequena, com acomodações para no máximo 20 pessoas. A edificação era muito simples, não tinha uma estrutura muito apurada”, lembra Gaparelo.

Por volta de 1920 foi construída a segunda versão do templo, ao lado do mais antigo. “Essa segunda construção é a que existe até hoje. Fica a uns oito quilômetros da cidade de Torrinha. Tem acomodações para aproximadamente 100 pessoas. A edificação é de alvenaria, tem bancos para acolher os fiéis e é fruto da comunidade de Gafanhoto, formada por sitiantes.”

As propriedades rurais da redondeza continuam cultivando café, explica Gaparelo. “São sítios pequenos. A maioria cultiva café, há alguns que cultivam cana-de-açúcar. A capela fica no meio das propriedades rurais. Anualmente fazemos uma festa com quermesse, torneio de futebol, sempre no mês de maio. Uma vez por mês o pároco de Torrinha reza uma missa para essa comunidade. Mantemos um campo de futebol oficial para realização de campeonatos.”

Apesar do local ser plano e alto com vista bastante atraente, a capela é vista somente pelo lado externo, uma vez que não vem sendo apresentada aos turistas que visitam a região.

“Por aqui passam inúmeros turistas que visitam os pontos turísticos de propriedades rurais. Alguns param e fotografam, mas não temos uma estratégia de visitação turística.”