09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Tréplica ao pastor Ubiratan


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Me darei o trabalho de respondê-lo mesmo sabendo que travaríamos aqui um debate que perduraria por anos, assim como as guerras de cunho religioso.

Seguindo a mesma linha de ironias do sr., o aconselho a enviar as suas reclamações diretamente ao e-mail particular do sr. prefeito.

Primeiramente porque JC é um jornal público, onde o alvo é a população, obviamente.

O espaço aberto aqui na Tribuna do Leitor nos dá a oportunidade de trocarmos idéias.

Deixo claro aqui que em momento algum eu afirmei que a Parada da Diversidade foi o evento citado pelo sr. no primeiro artigo. Apesar de não precisar ser dotada de muita inteligência para ler nas entrelinhas o que o sr. quis dizer.

Coincidência ou não, o último evento parcialmente custeado pela Prefeitura de Bauru foi este.

Não sou homossexual, sigo os “moldes da família” tradicional e acredito que não é preciso ter câncer para saber como se sente um canceroso. Basta apenas não ser individualista.

Não pré-julguei sua religião, apenas me baseei em fatos ocorridos com um amigo que foi educadamente convidado a se desvincular da igreja que pertencia caso não mudasse sua orientação sexual.

Por quê? Porque ele não seguia os “moldes da família” defendido pelas igrejas? Qual o conceito de família foi usado? O que eu tenho conhecimento é família é: um núcleo de convivência unidos por laços afetivos.

Entristeço-me em ver que em pleno século vinte e um os homossexuais ainda são colocados no mesmo patamar de viciados e marginais. Finalizo aqui deixando um grande ensinamento: “Amai-vos uns aos outros” (João 13,34), e acrescento “Aceitai-vos uns aos outros”.

Vivian Salema