Duchambe - Autoridades de segurança do Tadjiquistão disseram ontem que mataram pelo menos 20 combatentes do Taleban e perderam um homem em um confronto perto da fronteira do Afeganistão. Khushnud Rakhmatullayev, porta-voz da patrulha da fronteira do Tadjiquistão, disse que os rebeldes foram mortos quando tentavam entrar na república da Ásia Central pelas provinciais setentrionais do Afeganistão, onde as forças comandadas pela Otan estão conduzindo operações contra rebeldes do Taleban.
“Um confronto com o uso de granadas e armas automáticas teve lugar na noite de sexta-feira”, disse Rakhmatullayev. “Como resultado, um soldado morreu. Temos sete corpos de combatentes do Taliban, mas pelo menos 20 foram mortos.”
As províncias do norte do Afeganistão, que eram consideradas pacíficas, estão mais envolvidas na violência rebelde nos últimos meses.
O combate ocorreu em um rio com os rebeldes se escondendo em ilhas a cerca de 210 quilômetros a sul da capital do Tadjiquistão, Duchambe. Rakhmatullayev disse que os militantes rapidamente jogaram os corpos no rio. As forças de segurança também disseram que o número de rebeldes mortos poderia atingir 20 ou mais. “Havia 40 rebeldes e mais da metade morreu”, disse uma fonte.
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Queimar bíblias
Joanesburgo - O Tribunal Superior de Joanesburgo proibiu um empresário muçulmano sul-africano de queimar Bíblias em resposta à ameaça do pastor americano, Terry Jones, ontem, no nono aniversário dos atentados de 11 de setembro. Segundo a imprensa local, o juiz Sita Kolbe atendeu ao pedido de um advogado e proibiu o empresário Mohammed Vawda de seguir adiante com o plano anunciado ontem. O juiz entendeu que a liberdade de expressão não é ilimitada se o exercício prejudicar outras pessoas.
Vawda disse que seu plano de queimar as Bíblias não pretendia atingir os cristãos nem o povo da África do Sul, mas sim o pastor radical americano que pretendia queimar 200 exemplares do Corão. Também disse que, como destaca o Tribunal em sua resolução, o próprio Corão pede respeito à Bíblia e à Torá, os livros sagrados do cristianismo e do judaísmo. O empresário admite a decisão do tribunal, mas se pergunta como “ninguém nos EUA tomou uma atitude similar” contra o plano de Jones.