• Audiência e convite
Com um “convite” para ir à Câmara a partir do agendamento de uma audiência pública de emergência, marcada para as 15h de hoje, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) terá a chance de explicar aos vereadores a sua conturbada e questionada estratégia para solucionar o problema do viaduto inacabado no Centro da cidade.
• Duas providências
Ontem, diante das evidências e repercussões dos fatos noticiados nos últimos dias pelo JC, Rodrigo cancelou a petição que dera ao advogado Robson Fialho para que este negociasse pela prefeitura e instalou uma comissão com integrantes da sociedade para apurar o real valor da dívida com a empreiteira Camargo Corrêa.
• Situação insustentável
De quebra, também reconheceu que a situação do secretário de Negócios Jurídicos, Luiz Nunes Pegoraro, se tornou insustentável, haja vista todo o desenrolar do histórico de processos de cobrança de dívidas por parte da Camargo Corrêa, da qual o secretário foi advogado e depois sentou-se à mesa para negociar, mesmo desistindo da ação por força de obrigação legal.
• O pêndulo da história
Uma das posições firmadas pela maioria dos vereadores da Câmara Municipal foi a de exigir que o prefeito destitua o secretário de Negócios Jurídicos. É uma das condições dos parlamentares para que se inicie um diálogo em busca de uma solução para um imbróglio quase com ares de escândalo, que só não virou mais um episódio com fim trágico na história política de Bauru porque os fatos foram trazidos a público e o prefeito adotou providências ontem.
• Clamor só cresceu
Na semana passada, Chiara Ranieri (DEM) já havia pedido a demissão de Luiz Nunes Pegoraro da pasta dos Negócios Jurídicos por sua participação nos dois pólos das negociações da dívida cobrada pela Camargo Corrêa no caso do viaduto inacabado. Ontem, vários vereadores se uniram ao coro pela saída do advogado e já se referiam a Pegoraro como “o ex-secretário”.
• Batra faz manifesto
Quem também foi à Câmara Municipal manifestar sua indignação com o desenrolar do caso do viaduto inacabado foi a recém-criada ONG Bauru Transparente (Batra). Seus dirigentes distribuíram um manifesto aos vereadores e à imprensa exigindo atitudes enérgicas do prefeito Rodrigo Agostinho. Reproduzimos ao lado, na seção de artigos, a íntegra do protesto feito pela Batra.
• Apelidos variados
O caso do viaduto tem rendido menções das mais variadas na Câmara. O já batido termo “Elefante Branco” foi usado por Fabiano Mariano (PDT). Renato Purini (PMDB) chamou a obra parada de “monumento à incompetência”. Já Fernando Mantovani (PSDB) inovou e chamou o caso de “Viadutogate”, em alusão ao escândalo Watergate, que derrubou o presidente norte-americano Richard Nixon, na década de 70.
• Não resistiu e ligou
O vereador Amarildo de Oliveira (PPS) não participou da sessão de Câmara ontem. Ao que parece, o vereador se recupera de uma conjuntivite e não estava em condições de participar da reunião semanal da Casa. Mesmo assim, por telefone, ele conversou com colegas sobre o rumoroso caso das negociações da dívida do viaduto inacabado.