10 de julho de 2026
Bairros

Umidade do ar em Bauru cai a níveis de deserto outra vez

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A umidade relativa do ar em Bauru caiu novamente e ontem à tarde atingiu níveis críticos, comparados ao de desertos, como ocorreu no final do mês passado. A estação automática da Cetesb registrou apenas 12% entre 15h e 17h. Já a do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) marcou apenas 11% às 14h05. Nestas condições a situação é de alerta, com restrição de atividade física ao ar livre entre 10h e 18h .

O ideal para a saúde humana é umidade do ar acima dos 50%. Mas apesar da situação de alerta, Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil de Bauru, explica que não é o caso de suspender, via decreto municipal, atividades que exigem exercício físico e exposição ao sol. “Ainda não, porque a umidade do ar cai à tarde, mas volta a aumentar à noite. Mas se deve ter bom senso. As escolas e academias devem evitar exercícios pesados nos horários de menor umidade do ar. E, em qualquer atividade física, é preciso ingerir muita água”, frisa.

Depois da chuva do último dia 7 de setembro, a umidade do ar caiu drasticamente de novo porque uma massa de ar seco predomina sobre o Estado de São Paulo. A boa notícia é que a previsão para Bauru hoje é de pancadas de chuva à tarde. Porém, a partir de amanhã a previsão é de predomínio do sol, calor - ontem a temperatura máxima foi de 33,1 graus - e queda na umidade relativa do ar outra vez.

E com a queda da umidade do ar, aumentaram novamente os focos de incêndio em terrenos baldios, pastagens e áreas de mata nativa em Bauru.

Na avaliação do coordenador da Defesa Civil, os incêndios só não causaram danos maiores na cidade pela ação do Corpo de Bombeiros e da Rede Integrada de Emergências (Rinem), que passou a funcionar efetivamente neste ano e ajudou a apagar fogo grande, como o que destruiu um depósito de materiais recicláveis no Distrito Industrial 1 no mês passado.

O Rinem é ume rede que funciona com voluntários de forma integrada com a Defesa Civil do Estado. Sob o comando operacional do Corpo de Bombeiros, é possível atuar no combate a incêndios e catástrofes naturais. Em caso de necessidade, os membros do Rinem são acionados rapidamente por sistema de rádio e cada um ajuda como pode.

“A colaboração é com água, caminhão-tanque, máquina e até mão de obra. Atualmente temos 23 empresas no Rinem. Nosso desafio é aumentar este número”, explica Ricardo Carrijo, secretário da rede.

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Vale do Igapó

Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil, avalia que o Vale do Igapó, por ser um bairro com muitas áreas de vegetação, inclusive de mata nativa entre as residências, precisa estar melhor preparado para evitar incêndios. E, caso ocorram, para combatê-los.

“Os incêndios na região do Vale do Igapó são recorrentes. É uma região com bairros, dois hospitais - da Unimed e Lauro de Souza Lima - e cortado por uma rodovia, além de mata nativa”, enumera Brito. Para evitar incêndios, ele cita como necessária a manutenção dos aceros em cada quadra do Vale do Igapó de forma a isolar focos de fogo, acesso fácil à lagoa para abastecer caminhões e à água do reservatório de 30 mil litros do bairro.