Petrobras foi a grande responsável pela queda de 0,50% registrada pela Bovespa ontem, deixando o índice à vista novamente abaixo dos 68 mil pontos. As ações da estatal desabaram 5,12% (PN) e 4,80% (ON), num movimento que muitos analistas tiveram dificuldade de entender, mas que está relacionado à oferta de ações da estatal.
Entre as justificativas para essa queda profunda, analistas citam a uma venda de um lote grande de papéis por parte de uma instituição estrangeira. Outra explicação é de que esse tombo estaria refletindo o temor de uma diluição de participação acionária, diante de notícias de que a demanda por ações da estatal não estaria tão aquecida. Ontem terminou o prazo para os acionistas se posicionarem com vistas a participar da oferta prioritária de ações, em que será distribuída até 80% da quantidade inicial de ações. No varejo, que corresponde a 20% da oferta global, o período de reserva de ações vai até o dia 22.
Além do declínio expressivo, o volume negociado de Petrobras PN também chamou atenção: R$ 1,080 bilhão.
Mas em termos de volume financeiro quem roubou a cena foi Vale. A ação PNA sozinha movimentou R$ 1,780 bilhão, em queda de 0,66%. Vale ON cedeu 0,83%. Segundo operadores esse giro foi inflado por um direto de um banco estrangeiro no valor de R$ 915 milhões e uma operação a termo de uma grande corretora nacional, no valor de R$ 440 milhões. O volume de Vale PNA e de Petrobras PN responderam por 34,8% do total movimentado no pregão, elevando para R$ 8,208 bilhões o giro do dia, o maior desde 16 de agosto (R$ 8,789 bilhões).
Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em leve baixa, 0,17%, aos 10.526,49 pontos, registrando sua primeira queda depois de quatro pregões de altas. O S&P 500 também teve variação negativa, de 0,07%, enquanto o Nasdaq subiu 0,18%, influenciado pelos ganhos das ações dos setores de tecnologia e comércio varejista.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,60%
Ganho líquido/30 dias: 0,84%
Pela taxa média de 10,60% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,843117% e líquido de 0,674494%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,48% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,680603% e líquida de 0,544482%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: queda de 0,50%
Volume: R$ 8,21 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 0,50%, aos 67.691,85 pontos e com R$ 8,21 bilhões negociados. Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 0,17% e a Nasdaq teve alta de 0,18%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 72,60
Variação: alta de 0,83%
A cotação do grama do ouro apresentou alta de 0,83% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a R$ 72,60. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,268,26, apresentando alta de 1,42% às 18h01.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,707
Variação: baixa de 0,47%
O dólar comercial apresentou queda de 0,47% com valor de compra de R$ 1,705 e de venda de R$ 1,707. O dólar paralelo apresentou queda de 0,52% a R$ 1,83 na compra e R$ 1,93 na venda. O dólar turismo subiu 2,39% a R$ 1,7070 na compra e R$ 1,8400 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em outubro fecharam a R$ 1,713,50 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresen9 tando queda de 0,20% às 17h59. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,50% aos 68.220 pontos, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,66% e 11,33%, respectivamente.