Sharm e-Sheikh - O governo americano reforçou a pressão sobre israelenses e palestinos, mas não conseguiu romper o impasse que ameaça a retomada do processo de paz.
O encontro entre o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, mostrou alguns avanços, levando-se em conta que era apenas o segundo contato direto entre os dois em mais de um ano e meio de paralisia.
Mas deixou clara a dificuldade em remover o principal entrave, a polêmica expansão de assentamentos judaicos nos territórios palestinos.
Israel decretou moratória de dez meses nas construções, mas já declarou que as obras serão reiniciadas no fim do prazo, 26 de setembro.
Os palestinos ameaçam abandonar as conversas se o congelamento não for mantido integralmente.
Realizada no balneário egípcio de Sharm el Sheikh, a cúpula foi marcada por sigilo e cautela. Abbas e Netanyahu tiveram três reuniões. Numa, estava Mubarak, em outra a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
No único pronunciamento oficial da cúpula, o enviado do governo americano para o Oriente Médio, George Mitchell, defendeu a manutenção da moratória. Ele não citou avanços concretos, alegando que era melhor manter a discrição.
Mas reconheceu as dificuldades do premiê israelense em ceder em relação aos assentamentos, devido às pressões de seu gabinete.