A Bovespa seguiu de perto a oscilação do mercado acionário norte-americano, invertendo a direção no começo da tarde para, nos minutos finais de pregão, buscar de novo os 68 mil pontos, fechando com valorização de 0,61%, exatos 68.106,85. O Ibovespa pegou carona na melhora de humor em Wall Street, com os investidores assimilando os dados econômicos desapontadores divulgados pela manhã. A redução no ritmo de queda das ações de Petrobras também abriu espaço para a Bolsa respirar. Depois do massacre da véspera, quando a preferencial desabou 5,12%, a perda de ontem foi de 1,49%, cotada a R$ 26,45. Petrobras ON cedeu 0,53%, a R$ 29,98.
Segundo fontes ouvidas pela AE, investidores querem derrubar os preços das ações preferenciais ao patamar de R$ 23, o que representa um desconto de 14,3% em relação à cotação final de anteontem. Com base no fechamento das ações ontem, a operação pode movimentar R$ 108 bilhões, mas pode chegar a R$ 124 bilhões, caso sejam colocados os lotes adicional e suplementar.
“Petrobras está amarrando grande parte dos negócios da Bolsa”, disse uma fonte, destacando que muito investidores querem fazer caixa para a oferta pública na próxima semana. Ontem, os negócios com ações preferenciais da estatal superaram novamente a cifra de R$ 1 bilhão, puxando o volume total da Bolsa para R$ 6,24 bilhões.
Já Vale PNA não repetiu o volume negociado da véspera, voltando às médias diárias, com movimento de R$ 517,7 milhões, em alta de 0,57%. A ON subiu 0,59%. O desempenho de Vale destoou do mercado de commodities, onde os preços dos metais foram pressionados pelos números sobre a economia norte-americana que mantiveram no ar as dúvidas de sempre sobre o ritmo de recuperação da atividade.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,55%
Ganho líquido/30 dias: 0,67%
Pela taxa média de 10,55% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,83% e líquido de 0,67%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,44% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,67% e líquida de 0,54%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: alta de 0,61%
Volume: R$ 6,24 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia de ontem com uma valorização de 0,61%, aos 68.106,85 pontos e com um volume financeiro de R$ 6,24 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 0,44% e o índice Nasdaq também fechou em alta (+0,50%).
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OURO
Ouro/grama: R$ 72,60
Variação: estável
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro encerrou a quarta-feira negociado a R$ 72,60, estável em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,268,00, apresentando alta de 0,04% às 17h52 de ontem.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,726
Variação: alta de 1,11%
O dólar comercial terminou o dia de ontem com uma valorização de 1,11%, valendo R$ 1,724 na compra e a R$ 1,726 na venda. O dólar paralelo recuou 0,52%, negociado a R$ 1,810 para a compra e a R$ 1,920 para a venda. O dólar turismo sofreu uma baixa de 1,79%, cotado a R$ 1,623 na compra e a R$ 1,807 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em outubro fecharam a R$ 1,729,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,79% às 17h47. O Índice Bovespa Futuro subiu 0,53% aos 68.580 pontos, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,66% e 11,33%, respectivamente.