Agosto foi o melhor mês deste ano quanto à geração de empregos com carteira assinada em Bauru. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foram contratados 8.530 trabalhadores em agosto no município e demitidos 4.486, o que gera um saldo de 4.044.
O principal responsável pelo bom resultado é o setor de construção civil. Em agosto, foram admitidos 3.488 trabalhadores para esta atividade econômica e demitidos 801. Ou seja, o setor fechou o mês com saldo de 2.687 empregos. Em segundo lugar em geração de empregos no mês passado ficou o setor de serviços.
Foram contratados 2.798 trabalhadores e demitidos 1.898. Ou seja, agosto terminou com 900 trabalhadores a mais neste setor. Em terceiro lugar em geração de vagas de trabalho ficou o comércio, que contratou 1.535, demitiu 1.158 e, portanto, fechou o mês com 377 trabalhadores a mais. No acumulado do ano, Bauru já gerou 10.208 empregos formais.
Desde que o Caged iniciou seu banco de dados, há 11 anos, o saldo de emprego nos seis primeiros oito meses de 2010 foi o maior. O economista Reinaldo Cafeo ressalta que o desempenho da construção civil já vem, há tempos, se destacando em Bauru e, consequentemente, na geração de empregos também.
“No ano passado, na construção civil, Bauru cresceu quase o dobro da média do Estado. A combinação de linhas de financiamento do governo, principalmente para a casa própria, com o arrojo de alguns investidores é responsável por este desempenho. E há, ainda, as reformas. Em algumas regiões da cidade há até uma renovação na paisagem por conta das novas construções”, frisa.
A construção civil, lembra Cafeo, está impulsionada tanto pela construção de casas quanto de prédios comerciais, industriais e para prestação de serviços. “De um lado estão cidadãos conseguindo linha de crédito cada vez mais baratas e com crédito facilitado. E na outra ponta, empresas fazendo empreendimentos novos. Chega um momento em que a mão de obra do setor fica até escassa por conta da demanda aquecida”, destaca o economista.
Cafeo avalia que, a partir de agora até o final do ano, o setor da construção civil deve se estabilizar quanto ao total de empregos gerados. Porém, outros dois segmentos também fortes em Bauru, comércio e serviços, devem contratar mais. “A partir de outubro o comércio já começa a recrutar. Apesar de ser mão de obra temporária, vai reaquecer o mercado de trabalho”, comenta.
Já o setor de serviços, que em Bauru é forte principalmente em função das empresas de recuperação de crédito, pode contratar cerca de 300 funcionários por um único novo contrato fechado. Mas Cafeo ressalta que a alta na geração de empregos neste ano também se deve ao fato de 2009 ter sido prejudicado pela crise econômica mundial, inclusive com alguns meses em que o saldo de empregos foi negativo.