09 de julho de 2026
Polícia

Câmara fria do IML está com defeito

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

Há alguns dias os moradores que residem nos entornos do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru sofrem com o mau cheiro. A reportagem esteve no local na tarde de ontem e constatou que, apesar da visível melhora, o odor desagradável ainda existe, principalmente na lateral direita do prédio. O cheiro pode ser sentido até por quem está na parte externa da edificação.

A causa do problema seria uma câmara fria quebrada. A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o equipamento realmente estava com problemas e havia uma manutenção agendada para ontem. Porém, segundo a assessoria, como o reparo poderia ocorrer em qualquer hora do dia, eles não podiam confirmar até o fechamento desta edição se a câmara fria foi realmente consertada.

Renata Vicentin, 41 anos, trabalha em uma lanchonete ao lado do IML. Segundo ela, o mau cheiro vindo do local é frequente e a falha do equipamento sempre é apontada como a causa do problema. “Muitas vezes o cheiro fica bastante forte. Tem vezes que eu até perco clientes que não comem aqui pelo odor. Toda vez que existem reclamações, sempre eles falam que o motivo é o problema nessa geladeira. Como quebra tanto esse equipamento?”.

Questionados em relação a este fato, a assessoria de comunicação afirmou que, segundo a diretoria do IML, a câmara fria será substituída por um novo equipamento. Em relação ao prazo da troca, o tempo previsto foi determinado como “em breve”.

O atual diretor do IML, Roberto Carlos Echeverria, não foi encontrado pela reportagem para especificar o prazo no qual a câmara será substituída ou mesmo se o reparo que estava agendado foi realizado. De acordo com a assessoria, ele estava em visita a São Paulo e não podia ser contatado.

Anteontem, o odor estava muito forte. O motivo era um corpo não identificado que estava desde domingo no prédio. A assessoria informou que ele foi sepultado anteontem. Por lei, corpos sem identificação precisam aguardar 72 horas antes de serem liberados.

“Além desse problema que eles têm frequentemente na geladeira, eu acho que a burocracia piora tudo. Esses três dias que eles exigem é muito tempo. Por isso que muitas vezes começa o mau cheiro”.

A assessoria confirmou que, apesar do corpo ter sido sepultado, no mesmo dia outro chegou no instituto e continua no local.

Os funcionários não quiseram conversar com o JC, pois, segundo eles, apenas o diretor pode dar entrevistas sobre o caso à imprensa. Apenas o médico João Sérgio Carneiro, que estava no ambulatório na tarde de ontem, comentou sobre o problema, porém, sem qualquer informação esclarecedora.

“Eu acho que foi consertado porque não estou sentindo mais o cheiro forte. Porém, não fiquei muito aqui hoje (ontem) e não posso afirmar com certeza. Ficamos sabendo que, quando o odor estava muito ruim, um usuário não aguentou ficar na sala de espera. A câmara é como uma geladeira. E geladeira sempre apresenta problema, né?”, afirma o médico.

A reportagem constatou que o odor desagradável realmente não podia ser sentido da sala de recepção do IML.