08 de julho de 2026
Geral

Piloto ‘treina’ como usar e conservar pneu

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A maneira como você conduz o seu carro influencia na vida útil dos pneus e no gasto com combustíveis. Atitudes simples como a calibragem dos pneus podem garantir que ele tenha contato pleno com o solo e diminua o consumo de combustível. O contrário também é verdadeiro. Pneus murchos exigem mais aceleração do veículo, sinônimo de maior consumo.

A afirmação é do piloto campeão da Fórmula Masserati, César Urnhani que está em Bauru oferecendo seus conhecimentos através do Pirelli Training Day, uma promoção do Alameda Quality Center em sua 3a edição. O treinamento exclusivo sobre direção eficiente e cuidados com os pneus é dividido em duas etapas, a teórica e a prática, que foi realizada no Kartódromo.

Segundo o piloto, a calibragem dos pneus deve ser feita semanalmente para garantir que ele rode em contato pleno com o solo. “Quando os pneus estão inflados, a resistência ao rolamento é melhor. O próprio pneu se consome muito menos do que quando ele está murcho. Quando ele está murcho vai grudando no chão e deixando muitos detritos. Para conseguir vencer o pneu murcho precisa acelerar mais, portanto acaba consumindo mais combustível.”

A calibragem favorece ainda a passagem do carro sobre buracos, explica Urnhani. “A calibragem garante o contato e amortece a ocorrência da avaria acidental. Já com o pneu murcho, a queda acidental em um buraco pode provocar cortes e formação de bolhas. Em vias esburacadas o ideal é diminuir a velocidade e tentar desviar o máximo. Ao estacionar, o motorista precisa ficar atento para não apoiar o pneus na guia. É preciso manter uma certa distância.”

Estudos demonstram que dirigir de maneira eficiente é sinônimo de economia. “Mexe com o bolso do dono do carro. Enquanto os motoristas que conduzem seus veículos de forma inadequada estavam na terceira troca de pneus e para a segunda substituição de pastilha de freio, quem dirige correto fazia a primeira troca de pneus e pastilhas. Portanto, conduzir adequadamente o carro faz toda a diferença”, diz.

]O piloto dá dicas de como conduzir melhor o veículo. “Tem que dirigir de maneira mais progressiva. Não acelerar bruscamente. Não fazer curva onde ele percebe que o carro está cantando o pneu. Para parar em semáforo, por exemplo, o ideal é fazer a redução de marcha. Porque o freio motor ajuda você a desacelerar o carro sem que você tenha que pressionar pesadamente o pedal de freio. Dessa forma você não economiza só freio, mas também muito pneu.”

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Mais vida aos pneus

A cada 10 mil quilômetros, os pneus dianteiros devem trocar de lugar com os traseiros. Isso para que o desgaste dos quatro ocorra de maneira homogênea, ensina o piloto. “Os pneus que estão no eixo de tração que é que fazem o carro movimentar consomem mais do que aqueles que ocupam a dianteira do veículo, por isso tem que promover o rodízio.”

Além de trocar os pneus de lugar é preciso fazer o balanceamento de rodas, o que garante que o carro não fique com vibração. “A vibração faz com que o pneu fique batendo no chão como uma bola de basquete, gerando um desgaste irregular e irreversível na banda de rodagem.

Depois de balancear as rodas é necessário fazer o alinhamento, a geometria da suspensão para que os pneus não sofram esforços desnecessários. “A geometria da suspensão garante que o pneu rode sempre com mínimo de resistência. Só assim o motorista vai ter segurança, conforto, boa dirigibilidade. Dói menos no bolso porque um pneu é um produto caro, mas quando você toma esses cuidados, consegue prolongar a vida útil dele”, enfatiza o piloto César Urnhani.

A lavagem dos pneus exige atenção redobrada para que ele não seja agredido com produtos impróprios. “O brasileiro é extremamente criativo. Usa açúcar com água, álcool, gasolina e detergente não neutro para lavar pneus. É preciso lembrar que ele tem resíduo de petróleo em sua composição e usar um produto não indicado pode provocar ressecamento. Existem silicones que deixam o pneu limpo e com aspecto bonito”, lembra.