São Paulo - A taxa de câmbio deve manter a liderança das prioridades dos investidores nesta semana. A expectativa é haver alguma resposta do governo ao risco de sobrevalorização - o que já foi sinalizado - e sobre o quanto o dólar pode variar até o fim da capitalização da Petrobras.
O resultado das contas externas do País, que o BC divulga amanhã, deve mostrar o ônus de um real forte. O mercado espera mais um deficit nas contas com o exterior, o que deve fazer o resultado acumulado do ano ultrapassar os US$ 45 bilhões.
Importações em alta refletem o elevado nível de consumo, estimulado pela crédito. Os dados do Sistema Financeiro Nacional, que saem na quarta, devem mostrar avanço nas concessões de crédito.
O aumento do emprego formal também impulsiona a economia. O IBGE informa na quinta a taxa de desemprego do mês de agosto.
O mercado mantém previsão otimista. Segundo o relatório de projeção econômica do Santander, a taxa deve chegar ao menor nível da série histórica do instituto.
O mercado doméstico forte levanta dúvidas sobre o avanço dos preços. A previsão é de aumento nas pressões inflacionárias. O IPCA-15, prévia do índice oficial da inflação, e a segunda prévia do IGP-M saem amanhã.