Na tarde de ontem, o vereador Amarildo de Oliveira (PPS) foi até o Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para apurar as recentes reclamações da população sobre o mau cheiro vindo do local e descobriu que, apesar do problema mais recente ter sido solucionado, há ainda outras dificuldades no prédio.
Segundo a assessoria parlamentar do vereador, quem afirma tal fato é o diretor interino do IML e que trabalha como médico legista há oito anos, Roberto Carlos Echeverria.
O problema do mau cheiro começou há algumas semanas e o motivo era um defeito na câmara de resfriamento, que comporta 12 corpos. Na última sexta-feira, havia um agendamento para que o equipamento fosse consertado, fato que, segundo o diretor interino, ocorreu na data prevista.
A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou na tarde de ontem que o problema na câmara de resfriamento realmente foi consertado na semana passada.
Porém, segundo a assessoria do vereador, Roberto Echeverria afirmou que, apesar do problema do mau cheiro ter sido solucionado, há outras pendências, principalmente na parte estrutural.
O problema se agravaria nos dias de chuva, inclusive com a inundação da área interna. A assessoria parlamentar afirma que, para o médico, poderia haver até mesmo consequências mais perigosas, como a contaminação e a proliferação de bactérias por meio da água em uma eventual inundação durante uma necropsia, por exemplo.
O vereador Amarildo de Oliveira fez um requerimento para saber mais sobre os problemas estruturais do prédio e na câmara de resfriamento. O diretor interino ainda teria afirmado que, durante o tempo que trabalha no local, esta é a segunda vez que o equipamento apresenta problemas.
Em reportagem publicada na última sexta-feira, o JC ouviu comerciantes locais que apontaram o mau cheiro proveniente do IML como uma questão frequente e, de acordo com eles, a falha do equipamento é sempre apontada como o motivo do problema.
Na ocasião, a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública informou ainda que, apesar da manutenção agendada para solucionar o problema pontualmente, haverá uma substituição da câmara fria em breve.
A reportagem esteve no local na tarde de ontem e constatou que não havia odor desagradável tanto nas imediações do prédio quanto em seu interior. Os moradores próximos confirmaram que, por hora, o problema do mau cheiro foi resolvido.