09 de julho de 2026
Nacional

Governador deixa prisão e reassume no Amapá

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Macapá - O governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), chegou por volta das 17h de ontem em Macapá e reassumiu o cargo. Candidato à reeleição, Dias fará um comício na noite de ontem e volta a despachar do Palácio do Setentrião na manhã de hoje. Ele terá uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça, Dôglas Evangelista Ramos, que assumiu o governo interinamente.

Ramos assumiu a função porque Jorge Amanajás (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, também é candidato - disputa o governo. Pedro Paulo Dias ficou nove dias preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Detido na Operação Mãos Limpas, no último dia 10, sob a suspeita de envolvimento em diversos episódios de corrupção no Estado, ele foi liberado na noite de sábado.

Durante o tempo em que esteve preso, sua campanha em Macapá continuou, com comícios e manifestações de repúdio à prisão. Seus apoiadores dizem que a detenção foi uma maneira de prejudicar a candidatura. Em sua curta gestão, Ramos suspendeu todos os pagamentos estaduais, substituiu secretários que também foram alvos da operação e criou uma pasta temporária, que deve durar até o final do ano e irá fiscalizar como o governo realiza gastos. Mas o próprio desembargador e outros dois colegas de TJ foram citados em interceptações telefônicas gravadas. Por enquanto, eles não são tratados como alvos pelos policiais federais.

Além do governador, outros três presos na operação foram libertados na noite de domingo. Inicialmente, 18 pessoas - políticos, funcionários públicos e empresários - haviam sido detidos.

Entre os libertados no final de semana estão Waldez Góes (PDT), que cedeu o governo a Dias neste ano para concorrer ao Senado, e sua mulher, Marília, ex-primeira-dama e também apontada como envolvida nas supostas negociatas. Continuam presos o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Júlio de Miranda, e o secretário da Segurança Pública e delegado da Polícia Federal, Aldo Ferreira. Segundo a PF, eles estavam ameaçando testemunhas.

O governador e a família do ex-governador afirmam ser inocentes. A reportagem ainda não conseguiu ouvir os defensores de Miranda e Ferreira.