09 de julho de 2026
Esportes

Basquete: Guerrinha lamenta agressão e comportamento de árbitro

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

O técnico Guerrinha lamenta e condena a agressão sofrida pelo árbitro Sérgio Pacheco, após o jogo do último sábado contra o Pinheiros, mas pondera, sem procurar justificar, que o incidente teve origem no comportamento dos árbitros durante a partida. “Os árbitros têm os erros deles, não vamos ficar aqui questionando, mas principalmente a prepotência de alguns, a indiferença que tratam a falta de critério. O resultado foi justo, o Pinheiros tem mais time, jogou melhor nos momentos decisivos, teve mais qualidade individual. Mas o árbitro que ocasionou o problema, o Lupércio (Cardoso), tratou diferente um time do outro. Com um time conversava, ria, e com o outro ele virava as costas, era indiferente. O árbitro tem que ter o mesmo critério para os dois lados, não pode ser uma coisa para um e outra para o outro. Isso que foi a revolta nossa”, comenta.

Guerrinha cita algumas atitudes de Cardoso durante o jogo que condena. “Teve momentos do jogo em que alguns árbitros estavam batendo no peito para a torcida. O árbitro não tem que dar bola para a torcida, tem que apitar o jogo dentro da quadra. Por exemplo, ele deu uma técnica certa (contra o Itabom) e não deu no Marquinhos, que pulou, bateu na mão. Critério diferente, que atrapalha o jogo. Se vai apitar falta para um lado, tem que apitar também para o outro. Foi um jogo normal, tendo um rendimento técnico por parte de um juiz, o Lupércio, que foi muito abaixo, tendo atitudes inconvenientes em termos de tratamento. O que também não interferiu no resultado. O que não pode ter é agressão”, considera. O técnico ainda acrescenta: “A reação vem sempre de uma ação. Não justifica o que aconteceu fora da quadra, mas aconteceram algumas coisas que precisam ser analisadas. Por que não ocorreu isso em nenhum outro jogo?”, questiona Guerrinha.

O treinador ainda entende que o incidente não poder ser supervalorizado e manchar o bom momento do time e o êxito do projeto Bauru Basket. “O projeto como um todo está se desenvolvendo bem. Hoje, Bauru serve como referência em muitas coisas. Não é um incidente externo, que também é responsabilidade nossa, que compromete. Você não controla tudo. Por exemplo, o que acontecer com o árbitro lá no trevo, não vamos estar com ele lá, mas ainda faz parte da partida. Foi um erro individual de uma pessoa despreparada. Isso não pode ser valorizado”, declara Guerrinha.