10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Cautela com Fed e queda de Petrobras pressionam Bolsa; dólar vai a R$ 1,715


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O grande evento do dia - a reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês) - provocou muita volatilidade nos negócios durante a tarde, mas no final das contas prevaleceu mesmo o sinal negativo. A Bovespa desacelerou momentaneamente a queda após a divulgação do comunicado do Federal Reserve (Fed), reavendo os 68 mil pontos, na esteira da virada das bolsas em NY. No entanto, a Bolsa brasileira não teve fôlego para resgatar o sinal positivo e encerrou o pregão em baixa de 0,69%, aos 67.719,13 pontos.

Nos EUA, as compras não se sustentaram e as bolsas voltaram a mostrar cautela ainda tentando assimilar o documento do Fed. O índice Dow Jones reduziu os ganhos e terminou a sessão em ligeira alta de 0,07%. O S&P 500 cedeu 0,26% e o Nasdaq recuou 0,28%.

O Fed, conforme era esperado, manteve a taxa de juro na faixa de zero a 0,25% ao ano. A autoridade monetária norte-americana não anunciou medidas de incentivo econômico por meio da compra de títulos do governo como o mercado financeiro especulava ontem, mas segundo analistas está mantendo a porta aberta para mais acomodação da política monetária a fim de estimular o crescimento.

Os especialistas destacaram a atenção dada pelo Fed à inflação, ao sinalizar que está desconfortável com os recentes níveis muito baixos de inflação e que espera que a recuperação de uma profunda recessão seja modesta no curto prazo. Isso indica, segundo analistas, que mais compras de bônus para estimular o crescimento podem ocorrer em breve. “O Fed repetiu o documento anterior sem colocar nenhum novo incentivo econômico. Pelo tom do comunicado não havia mesmo motivos para a bolsa subir”, disse o gestor da Infinity Asset, George Sanders.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,59%

Ganho líquido/30 dias: 0,67%

Pela taxa média de 10,59% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,84% e líquido de 0,67%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,47% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,67% e líquida de 0,54%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: baixa de 0,69%

Volume: R$ 5,98 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o dia de ontem com uma queda 0,69%, aos 67.719,13 pontos e com um giro financeiro de R$ 5,98 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones teve uma alta de 0,07% e o índice Nasdaq sofreu uma desvalorização de 0,28%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 73,20

Variação: queda de 0,27%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro encerrou o dia de ontem negociado a R$ 73,20, com uma desvalorização de 0,27% em comparação com o fechamento de anteontem.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,287,47, apresentando alta de 0,65% às 18h03 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,715

Variação: baixa de 0,81%

O dólar comercial apresentou baixa de 0,81% com valor de compra de R$ 1,714 e de venda de R$ 1,715. O dólar paralelo apresentou alta de 0,53% a R$ 1,790 na compra e R$ 1,910 na venda. O dólar turismo caiu 0,38% a R$ 1,7030 na compra e R$ 1,8300 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em outubro fecharam a R$ 1,715,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando queda de 1,27% às 18h. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,80% aos 68.160 pontos, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,66% e 11,51%, respectivamente.